O vereador Kelmann Vieira deu o tom da insatisfação: a relação com o coronel Diego, apontado como braço direito do pré-candidato ao governo João Henrique Caldas (JHC), está longe do ideal. Em declaração pública, ele confirmou o desgaste e cobrou que os compromissos assumidos pelo grupo sejam levados a sério.
Segundo Kelmann, a crise não é pontual, mas reflete um padrão de descaso que vem se acumulando. “Respeito é a base de qualquer aliança política. Se não houver isso, não há como seguir”, afirmou, sem esconder a frustração com a condução das tratativas internas.
O parlamentar, no entanto, não bateu a porta de vez. Ele condicionou a permanência no grupo à realização de reuniões que devem ocorrer nos próximos dias. “Vou ouvir, avaliar e só então decidir”, disse, deixando o futuro político em aberto.
A movimentação levanta alerta no entorno de JHC, que tenta consolidar palanque para 2026. A saída de Kelmann, embora não confirme rompimento, enfraqueceria a base e daria munição à oposição, que observa com lupa qualquer racha.
O próximo passo do vereador será decisivo: se as conversas não avançarem, ele pode anunciar desfiliação ou até mesmo buscar novos rumos no cenário estadual. O grupo de JHC, por ora, tenta conter o estrago nos bastidores.
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