O duelo entre Rosario Central e Corinthians, válido pela Copa Libertadores, ganhou um novo e preocupante capítulo fora das quatro linhas. O clube argentino emitiu uma nota oficial na qual acusa a torcida corintiana de atos de racismo e, ao mesmo tempo, contesta a conduta do goleiro Hugo Souza durante a partida. A manifestação do time de Rosário é uma resposta direta à denúncia apresentada pelo clube paulista, que relatou episódios de discriminação racial supostamente praticados por torcedores argentinos nas arquibancadas.
Na nota, a diretoria do Rosario Central afirma ter tomado conhecimento das acusações e assegura que abrirá uma investigação interna para apurar os incidentes. O clube, no entanto, não se limitou a rebater as alegações: também questionou a postura de Hugo Souza, sugerindo que o atleta teria tido uma reação desproporcional ou interpretado de forma equivocada os acontecimentos. A troca de acusações eleva a tensão entre as duas agremiações e coloca o episódio como um dos mais delicados da atual edição do torneio continental.
Panorama do caso e reações
A denúncia inicial partiu do Corinthians, que relatou à Conmebol ter identificado cânticos e gestos racistas vindos de setores ocupados pela torcida do Rosario Central. Em resposta, o clube argentino não apenas negou as acusações como também apontou o dedo para a torcida adversária, criando uma narrativa de confronto direto. A promessa de investigação por parte dos argentinos sugere que o caso não será encerrado rapidamente, e a entidade máxima do futebol sul-americano deverá analisar os relatórios de arbitragem e os vídeos da partida para tomar uma decisão.
O episódio ocorre em um momento em que a Conmebol tem adotado uma postura mais rígida contra manifestações de cunho racista, com punições que incluem multas e até a perda de mando de campo. A troca de acusações entre os clubes, no entanto, demonstra a dificuldade de se apurar com precisão os fatos em meio ao calor das arquibancadas e à rivalidade típica de jogos internacionais. A palavra final caberá ao tribunal disciplinar da entidade, que deverá analisar as provas apresentadas por ambas as partes.
Enquanto isso, o clima entre as torcidas e as diretorias permanece hostil, e o caso já é tratado como um teste para os protocolos de combate ao racismo no futebol sul-americano. A postura do Rosario Central, ao mesmo tempo em que promete investigar, contesta a versão do Corinthians e de Hugo Souza, o que indica que a disputa jurídica e midiática deve se estender pelas próximas semanas, com desdobramentos que podem impactar não apenas as equipes envolvidas, mas também a imagem do torneio.
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