O líder da facção criminosa Cartel do Sul, Marco Silas, foi encontrado morto neste domingo (30) dentro de uma cela da Penitenciária Federal de Brasília, no Distrito Federal. A informação foi confirmada à GloboNews pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).
Segundo a Senappen, Silas foi encontrado desacordado durante a primeira rotina de revista e entrega de alimentação realizada pela manhã. Após o acionamento da equipe responsável pelo atendimento, o óbito foi constatado. Em nota, a secretaria informou que os órgãos competentes e os demais envolvidos no caso já foram acionados e que os procedimentos cabíveis estão em andamento.
Trajetória e ligações com o crime organizado
Marco Silas era apontado como uma liderança do crime organizado no Paraná. Ele teria integrado o Primeiro Comando da Capital (PCC) antes de romper com a facção e passar a comandar o Cartel do Sul, grupo apontado como aliado do Comando Vermelho (CV). A atuação do Cartel do Sul era ligada ao tráfico internacional de cocaína, e Silas era considerado uma das principais lideranças nesse esquema.
O criminoso foi preso em 2021, na cidade de São Paulo, enquanto estava foragido da Justiça do Paraná, com três mandados de prisão em aberto. A prisão ocorreu em uma clínica de cirurgia plástica na região da Avenida Paulista, onde ele realizava um procedimento para mudar a aparência e usava documentos falsos.
Investigações e patrimônio
As investigações apontavam que Marco Silas era acusado de lavar dinheiro do tráfico por meio da compra de imóveis de luxo no litoral de Santa Catarina. A Polícia Federal identificou 260 apartamentos que pertenciam a ele. Além disso, o ex-líder da facção tinha registros relacionados a tráfico de drogas, associação para o tráfico, uso de documentos falsos, porte ilegal de arma e organização criminosa.
A morte de Silas ocorre em um contexto de recrudescimento do combate ao crime organizado no país, com facções disputando rotas do tráfico e expandindo sua atuação para o exterior. A Penitenciária Federal de Brasília é uma das unidades de segurança máxima do sistema penitenciário brasileiro, onde são mantidos líderes de organizações criminosas de alta periculosidade.
As circunstâncias da morte ainda serão investigadas, e a Senappen não divulgou detalhes adicionais sobre o caso. A Polícia Federal e o Ministério Público devem acompanhar os procedimentos para esclarecer os fatos.
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