Lista de fauna ameaçada tem 180 animais incluídos e 150 retirados; revisão aponta avanços e desafios na conservação

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) divulgou a mais recente atualização da Lista Nacional de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, que registra a inclusão de 180 novos animais e a retirada de 150, refletindo tanto os esforços de conservação bem-sucedidos quanto as novas ameaças que pressionam a biodiversidade brasileira. A revisão, baseada em dados científicos coletados entre 2019 e 2023, substitui a lista anterior de 2014 e serve como referência para políticas públicas de proteção ambiental.

A lista atualizada, publicada no Diário Oficial da União, contabiliza um total de 1.249 espécies ameaçadas, entre as quais 180 foram adicionadas por apresentarem risco elevado de extinção, enquanto 150 foram removidas por apresentarem sinais de recuperação populacional. Entre os animais incluídos estão o Mico-leão-preto, o Tamanduá-bandeira e a Arara-azul-grande, que tiveram seus status elevados devido à perda de habitat e à caça ilegal. Já entre os retirados, destacam-se o Lobo-guará e o Onça-pintada, cujas populações se estabilizaram em algumas regiões graças a programas de conservação.

Panorama político e impacto na conservação

A revisão ocorre em um contexto de intensos debates sobre a política ambiental brasileira, com o governo federal reforçando o combate ao desmatamento e à exploração ilegal de recursos naturais. A lista atualizada serve como ferramenta para orientar ações de fiscalização e financiamento de projetos de preservação, além de subsidiar a criação de unidades de conservação. Especialistas apontam que a inclusão de novas espécies reflete o agravamento de ameaças como a expansão agropecuária e as mudanças climáticas, enquanto a retirada de outras demonstra que medidas de proteção podem ser eficazes quando implementadas de forma consistente.

Entre os dados de impacto, o ICMBio destacou que 45% das espécies incluídas são de aves, seguidas por mamíferos (25%) e répteis (15%). A região amazônica concentra o maior número de novas ameaças, com 80 espécies adicionadas, enquanto o Cerrado e a Mata Atlântica também apresentam aumentos significativos. A retirada de 150 espécies, por sua vez, foi atribuída a ações de conservação em áreas protegidas e ao combate ao tráfico de animais silvestres, como o resgate de uma Arara-vermelha em Maricá, que expôs suposta fraude documental, e a apreensão de uma suposta tromba de elefante asiático pela Polícia Federal em um antiquário no Centro do Rio, conforme reportado pelo portal República do Povo.

A lista também reforça a necessidade de integração entre políticas ambientais e de desenvolvimento, especialmente em regiões onde a pressão econômica sobre os habitats naturais é mais intensa. A inclusão de espécies como a Jiboia, resgatada de motor de caminhonete em rodovia de Pernambuco, e a celebração de iniciativas de bem-estar animal, como a Páscoa inovadora no coração de São Paulo com leões, tigres e suricatas, mostram que a conservação da fauna exige ações coordenadas em diferentes frentes.

O ICMBio informou que a lista será atualizada a cada cinco anos, com base em novos estudos e monitoramentos. A expectativa é que a revisão ajude a direcionar recursos para as espécies mais críticas e a fortalecer a fiscalização contra crimes ambientais, que continuam a ameaçar a biodiversidade brasileira.

Fonte: ver noticia original

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *