Uma nova publicação promete reacender o debate sobre o legado econômico de Juscelino Kubitschek, presidente que marcou o país com o Plano de Metas e a construção de Brasília. O livro revisita os bastidores das decisões que aceleraram a industrialização brasileira e expõe contradições que ainda ecoam nos dias atuais.
A obra não se limita a exaltar o chamado desenvolvimentismo. Ela mergulha nos custos sociais e fiscais do período, levantando questionamentos sobre a sustentabilidade do modelo e a concentração de renda que se aprofundou nas décadas seguintes. O autor utiliza documentos inéditos para mostrar como as escolhas de JK foram influenciadas por pressões políticas e interesses regionais.
O lançamento chega em um momento em que o país volta a discutir o papel do Estado na economia. Especialistas ouvidos na pesquisa apontam que a experiência de JK serve tanto de inspiração quanto de alerta para projetos de infraestrutura atuais, especialmente no Nordeste, onde a desigualdade histórica ainda desafia novas políticas públicas.
A expectativa é que o livro provoque novas rodadas de debate em universidades e centros de estudo, principalmente entre economistas e cientistas políticos. O próximo passo, segundo os organizadores, é levar a discussão para eventos públicos e redes sociais, ampliando o alcance da análise para além do meio acadêmico.
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