Lobista do suposto esquema do Rioprevidência no Banco Master foi multado pela CVM em R$ 53,3 milhões por fraude em hotel de Trump no Rio

A Polícia Federal afirma que o operador financeiro do suposto esquema que levou o Rioprevidência a colocar R$ 3,7 bilhões dos aposentados do Rio no Banco Master é Ricardo Siqueira Rodrigues. Conhecido como Ricardo Gordo, ele foi condenado em dezembro de 2024 pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a pagar uma multa de R$ 53,3 milhões por uma operação financeira considerada fraudulenta, envolvendo um hotel de Donald Trump no Rio de Janeiro. A revelação, feita pelo portal Alagoas 24 Horas, expõe a conexão entre o fundo de pensão fluminense e o banco investigado, com impacto direto sobre a segurança financeira de milhares de aposentados.

A atuação de Ricardo Siqueira Rodrigues como lobista no suposto esquema é um dos pilares da investigação da Polícia Federal, que busca esclarecer como o Rioprevidência – fundo de pensão dos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro – aplicou volumosos recursos no Banco Master. A multa da CVM, aplicada em dezembro de 2024, refere-se a uma operação fraudulenta ligada a um hotel de Donald Trump no Rio, indicando um histórico de práticas ilícitas no mercado financeiro.

Panorama político e econômico

O caso ganha relevância em um contexto de fragilidade fiscal do estado do Rio de Janeiro, que já enfrenta crises de endividamento e dependência de fundos de pensão para equilibrar contas. O Rioprevidência é um dos maiores fundos de pensão do país, com ativos que deveriam garantir a aposentadoria de servidores estaduais. A aplicação de R$ 3,7 bilhões no Banco Master levanta suspeitas de conflitos de interesse e falta de transparência, especialmente após a revelação do envolvimento de Ricardo Gordo – figura já condenada por fraude pela CVM.

A investigação da Polícia Federal ocorre em meio a um cenário de escândalos envolvendo fundos de pensão no Brasil, como os casos do Postalis e da Funcef, que resultaram em perdas bilionárias para os cotistas. O Banco Master, por sua vez, tem sido alvo de questionamentos sobre sua saúde financeira e práticas de captação de recursos, o que torna o aporte do Rioprevidência ainda mais controverso.

Além disso, a multa da CVM contra Ricardo Siqueira Rodrigues por fraude em um hotel de Donald Trump no Rio adiciona uma dimensão internacional ao caso, ligando o esquema a figuras políticas globais. A Polícia Federal agora investiga se o lobista atuou como intermediário em outras operações financeiras suspeitas, ampliando o alcance das apurações.

O impacto social é direto: os aposentados do Rio, que dependem do Rioprevidência para sua subsistência, podem ser afetados por eventuais perdas decorrentes de investimentos mal-sucedidos ou fraudulentos. A transparência na gestão do fundo e a punição dos responsáveis são demandas urgentes da sociedade civil e de entidades de defesa dos direitos dos servidores públicos.

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