O presidente Lula subiu ao palanque no Estádio Moça Bonita, no Rio de Janeiro, para declarar apoio explícito à pré-candidatura de Eduardo Paes ao governo fluminense. Em discurso, o petista classificou a postulação como ‘uma necessidade para o povo’, em um aceno direto à base aliada no estado.

O ato reuniu lideranças locais e serviu para pavimentar o terreno do ex-prefeito, que busca voltar ao Palácio Guanabara. A movimentação ocorre em meio à articulação nacional do PT para fortalecer candidaturas majoritárias em estados-chave nas eleições de 2026.

Enquanto isso, em Alagoas, a corrida ao governo também ganha contornos. O presidente da Câmara, Arthur Lira, articula uma chapa majoritária com João Henrique Caldas (JHC), Marina e uma candidatura ao Senado, conforme notícia do República do Povo. A movimentação de Lula no Rio, portanto, ecoa em outros estados, onde o Planalto tenta consolidar nomes aliados.

O gesto de Lula, no entanto, não passa despercebido por setores da oposição alagoana, que veem na aproximação do presidente com Paes um ensaio para a estratégia nacional do PT. A expectativa é que o partido intensifique agendas em estados estratégicos, como Alagoas, nos próximos meses.

Para o cenário local, a sinalização de Lula reforça a importância de alianças amplas, mas também acirra a disputa interna entre grupos que buscam protagonismo. O próximo passo de Paes é consolidar o apoio de partidos aliados e transformar o entusiasmo do ato em estrutura de campanha.

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