O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (22) que, se for reeleito, vai retirar as facções criminosas e devolver os territórios do Rio de Janeiro ao povo do estado. A declaração foi dada durante um ato de campanha no estádio do Bangu, na Zona Oeste da capital fluminense, em meio a um cenário de preocupação do governo com a avaliação da segurança pública e a disputa eleitoral.
Lula lembrou que enviou ao Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que amplia a participação da União na segurança pública, atribuição que hoje é dos estados. Ele voltou a dizer que, se o texto, já aprovado na Câmara, for aprovado também pelo Senado, vai recriar o Ministério da Segurança Pública e ampliará a preparação das polícias Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF).
“Quero olhar na cara desse povo aqui da Região Oeste do Rio. Nós vamos tirar os bandidos do território de vocês. E vamos devolver o território para o povo do Rio de Janeiro. Não vamos fazer Carnaval, pirotecnia, matar 100 ou 200 [criminosos]. Nós vamos prendê-los. Vamos falar a vila é do povo, a escola é do povo, a padaria é do povo. Não é dos bandidos. Isso vamos fazer”, afirmou o candidato.
Panorama político e críticas à segurança
O desempenho do governo Lula na área de segurança pública é mal avaliado pela população, conforme pesquisas de opinião, o que tem sido explorado por adversários, sobretudo pelo candidato do PL, Flávio Bolsonaro (RJ). O tema também é uma das principais preocupações da campanha petista nas eleições deste ano.
O evento na Zona Oeste do Rio contou com apresentações musicais e a participação de candidatos apoiados por Lula na eleição estadual, como Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo fluminense; e Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD), candidatos ao Senado. A primeira-dama, Janja da Silva, discursou e cantou um jingle gospel com o pastor evangélico Kleber Lucas. Lula, que recheou o discurso com citações a Deus, também tenta melhorar sua popularidade nesse segmento da população.
Este foi o terceiro comício que o petista participou nesta semana após o lançamento oficial da campanha à reeleição, ocorrido no último domingo (16), em São Bernardo do Campo (SP).
Ataque ao adversário e propostas na educação
Em um momento do discurso, Lula alfinetou o adversário Flávio Bolsonaro, dizendo que os eleitores vão ter de escolher um nome entre o atual presidente e um candidato que “quer vender praias”. A fala foi uma referência a uma PEC, relatada por Flávio no Senado, que prevê a autorização para a venda de terrenos de marinha, ou seja, à beira-mar, a empresas e pessoas que já estejam ocupando as áreas. O candidato do PL nega que a intenção do texto seja privatizar o acesso a praias.
O presidente dedicou boa parte do discurso para apresentar propostas na área da educação. Durante o pronunciamento, Lula afirmou que, se reeleito, vai investir em escolas e alertou: “Ou investe em escola hoje, ou em cadeia amanhã”.
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