Maceió amarga a 5ª pior posição entre as capitais brasileiras no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) dos Anos Iniciais, puxando para baixo a média de Alagoas no ranking nacional. O desempenho acende o alerta para a gestão municipal, que segue sob os holofotes em meio a disputas políticas locais.
O resultado, divulgado nesta semana, revela que a capital alagoana ficou atrás de quase todas as outras cidades-sede do país, com nota insuficiente para elevar o patamar do estado. Enquanto isso, a base do pré-candidato ao governo João Henrique Caldas (JHC) enfrenta rachas internos, com o vereador Kelmann expondo divergências com o coronel Diego, o que pode fragilizar articulações em torno da educação.
Especialistas apontam que a falta de investimento em infraestrutura escolar, formação de professores e políticas de alfabetização contribui para o fraco desempenho. A situação contrasta com outras ações da prefeitura, como a fiscalização do Procon em postos de combustíveis, que ganha destaque enquanto a educação patina.
O cenário coloca pressão sobre JHC, que tenta se viabilizar para o Palácio República dos Palmares em 2026, mas precisa responder por resultados na capital que comanda politicamente. A oposição já sinaliza usar o Ideb como munição na campanha, cobrando um plano emergencial para reverter o quadro.
Próximo passo esperado é a divulgação de um pacote de medidas pela Secretaria Municipal de Educação, com meta de melhorar a nota até a próxima avaliação. No entanto, sem articulação política sólida, o desafio tende a se arrastar e virar tema central no debate eleitoral.
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