Mais de 30 integrantes de torcidas organizadas em Alagoas já foram alvo de pedidos de afastamento dos estádios, conforme apuração da Polícia Civil, que investiga um ataque registrado após confronto entre torcedores de CSA e CRB. A medida, que visa coibir a violência no futebol local, foi tomada após episódios de agressões e uso de explosivos, conforme informações da fonte original.
A investigação, conduzida pela Delegacia de Repressão a Crimes de Intolerância Esportiva, aponta que os pedidos de afastamento foram formalizados junto ao Ministério Público e ao Tribunal de Justiça Desportiva de Alagoas. Os suspeitos, identificados como membros de torcidas organizadas, teriam participado de um ataque violento após uma partida entre os dois clubes, ocorrida no último mês. A polícia não detalhou os nomes ou as torcidas específicas, mas confirmou que as medidas abrangem torcedores de ambos os lados.
Contexto de violência e medidas de contenção
O confronto, que resultou em feridos e danos materiais, é mais um capítulo de uma série de episódios de violência envolvendo torcidas organizadas em Alagoas. Em julho de 2026, a Polícia Civil já havia prendido suspeitos de tentativa de homicídio em ataque de torcidas em Maceió, conforme reportado pelo portal República do Povo. Na ocasião, a ação foi classificada como violência organizada, com uso de bombas e armas brancas. Outro caso, também de julho, resultou na prisão de membros de torcida por ataque com explosivo, em ocorrência que mobilizou forças de segurança.
O panorama político e social em Alagoas reflete uma preocupação crescente com a segurança em eventos esportivos. A Secretaria de Segurança Pública, em parceria com a Federação Alagoana de Futebol, tem intensificado operações para identificar e punir torcedores envolvidos em atos violentos. A medida de afastamento dos estádios, prevista no Estatuto do Torcedor, é uma das ferramentas utilizadas para coibir a atuação de grupos organizados que promovem confrontos.
A investigação segue em andamento, com a polícia analisando imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas. Até o momento, nenhum dos suspeitos foi preso, mas os pedidos de afastamento foram encaminhados à Justiça. A expectativa é que novas medidas sejam tomadas nos próximos dias, incluindo a possibilidade de prisão preventiva para os envolvidos nos ataques mais graves.
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