O acusado de encomendar a morte do colunista social Marcolino Júnior foi condenado a mais de 22 anos de prisão, em decisão proferida pela Justiça de Pernambuco. O crime ocorreu em 2016, em Caruaru, no Agreste do estado, e o julgamento encerra o processo contra os dois denunciados pelo assassinato.
Segundo informações do portal Frances News, que divulgou a sentença, a condenação atinge o mandante do homicídio, cuja identidade não foi revelada na matéria original. A pena ultrapassa 22 anos de reclusão, em regime fechado, pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, conforme os autos.
O caso ganhou repercussão local pela vítima ser um colunista social conhecido na região, o que levantou questionamentos sobre a motivação do crime. As investigações apontaram que o assassinato foi premeditado e encomendado, mas os detalhes sobre a autoria intelectual e material foram esclarecidos ao longo do processo.
Desfecho judicial
Com a condenação do mandante, a Justiça conclui o julgamento dos dois denunciados pelo assassinato de Marcolino Júnior. O outro envolvido, cuja sentença não foi detalhada na fonte original, também respondeu pelo crime. A decisão representa um marco para a família da vítima e para a sociedade de Caruaru, que acompanhou o caso por anos.
O portal Frances News, que publicou a notícia, é um veículo de comunicação local, e a matéria não especifica se houve recurso por parte da defesa. A condenação, no entanto, reforça a tese de que o crime foi planejado e executado com frieza, o que justificou a pena elevada.
Panorama e impacto
O caso de Marcolino Júnior integra um cenário de violência contra jornalistas e comunicadores no Brasil, que tem gerado preocupação em entidades de defesa da liberdade de imprensa. Embora o crime não esteja diretamente ligado à atividade profissional da vítima, a comoção local evidenciou a necessidade de respostas rápidas do sistema de Justiça.
A condenação, ocorrida em agosto de 2026, chega dez anos após o crime, o que demonstra a morosidade processual, mas também a persistência das autoridades em punir os responsáveis. A sentença pode servir de precedente para casos semelhantes na região, onde a impunidade ainda é um desafio.
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