Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (29) mostra que Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) continuam liderando numericamente a corrida para as duas vagas em disputa neste ano para o Senado Federal em São Paulo. O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 1.650 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 23 e 27 de julho, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número SP-04846/2026.
No cenário principal, que inclui José Aníbal (PSDB) como candidato, Marina Silva aparece com 14% das intenções de voto, seguida por Simone Tebet, com 12%. Na sequência, Pablo Marçal (União Brasil) registra 9%, e Guilherme Derrite (PP) alcança 7%. Completam a lista: André do Prado (PL) com 5%, Paulinho da Força (Solidariedade) com 4%, Ricardo Salles (Novo) com 4%, Robson Tuma (Republicanos) com 3% e José Aníbal com 1%. O percentual de indecisos é de 21%, enquanto 20% dos eleitores afirmam que votariam em branco, nulo ou não votariam.
Segundo cenário e grau de definição do voto
Em um segundo cenário, sem a presença de José Aníbal, os números se mantêm próximos: Marina Silva lidera com 14%, Simone Tebet aparece com 11%, Pablo Marçal com 9%, Guilherme Derrite com 8%, André do Prado e Ricardo Salles empatam com 5% cada, Paulinho da Força tem 4% e Robson Tuma, 3%. Novamente, 21% estão indecisos e 20% optam por branco, nulo ou não votar. Vale destacar que Pablo Marçal (União Brasil) está inelegível e recorre ao TSE para tentar reverter a condenação.
A pesquisa também investigou o grau de definição do voto para o Senado no estado de São Paulo: 54% dos eleitores afirmam que podem mudar o voto, enquanto 44% consideram sua escolha definitiva. Apenas 2% não souberam ou não responderam.
O panorama geral da disputa reflete a polarização entre nomes de projeção nacional, como as ex-ministras Marina Silva e Simone Tebet, e figuras ligadas ao bolsonarismo e ao centrão, como Pablo Marçal e Guilherme Derrite. A alta taxa de indecisos e de eleitores que podem mudar o voto indica que a corrida ainda está aberta, especialmente com a possibilidade de recursos judiciais alterarem o quadro de candidaturas. A pesquisa foi realizada em meio ao primeiro turno das eleições de 2026, que também definirá governador, presidente e deputados estaduais e federais.
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