Mauro Vieira cobra fim de agressões da Argentina para retomar relação normal com Brasil

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, cobrou neste domingo que a Argentina pare com as agressões contra o Brasil como condição para normalizar as relações bilaterais. Em entrevista ao jornal argentino Clarín, o chanceler foi direto: sem trégua nos ataques, não há ambiente para retomar o diálogo.

A declaração ocorre em meio à crise diplomática que se arrasta desde que o presidente argentino, Javier Milei, ofendeu o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes durante evento político em São Paulo. O episódio levou o Brasil a rebaixar as relações com a Argentina e a convocar o embaixador argentino para explicações.

Vieira classificou as falas de Milei como “agressivas e grosseiras” e afirmou que o Brasil não vai aceitar desrespeito. A exigência de cessar as hostilidades é vista como ultimato: o Itamaraty quer gestos concretos de Buenos Aires antes de qualquer reaproximação.

Enquanto isso, a expectativa é de que o governo argentino responda nos próximos dias. Se não houver sinal de recuo, a tendência é que a crise se prolongue e o Brasil mantenha o distanciamento diplomático — com olhos no impacto político regional.

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