O relatório da Polícia Federal que circula nos bastidores políticos trouxe à tona conversas entre Luís Cláudio Lula da Silva, o Lulinha, e um lobista investigado. As mensagens, reveladas pela revista Veja, indicam uma parceria próxima nos negócios e a existência de um grupo de WhatsApp criado para discutir oportunidades comerciais.
Em uma das conversas, o filho do presidente Lula aparece incentivando o interlocutor com a expressão ‘Vai com tudo’, o que reforça a tese dos investigadores de que havia alinhamento direto entre os dois em tratativas que agora são alvo de apuração. O conteúdo foi obtido pela reportagem e integra o material que a PF encaminhou ao Supremo Tribunal Federal.
O caso, segundo o blog que publicou a informação, é mais um capítulo da investigação que mira supostas interferências políticas em contratos e parcerias. Até o momento, nem Lulinha nem o lobista se manifestaram publicamente sobre o teor das mensagens.
Nos bastidores, a expectativa é de que a defesa do filho do presidente tente derrubar a validade das provas, enquanto a oposição deve usar o material para ampliar a pressão sobre o governo. O próximo passo, na avaliação de analistas, é a oitiva dos envolvidos e a eventual inclusão do caso no relatório final da PF.
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