O mercado financeiro ampliou as apostas em cortes da taxa básica de juros e já projeta a Selic em 13,75% ao ano no fim de 2026, segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira. A expectativa vem acompanhada de uma redução na projeção da inflação pela quinta semana consecutiva, o que reforça o cenário de flexibilização monetária no próximo ano.
Os analistas, no entanto, alertam que o ciclo de cortes deve ser gradual, diante de incertezas fiscais e do comportamento dos preços administrados. A leitura é de que o Banco Central deve agir com cautela para não comprometer a ancoragem das expectativas, mesmo com o alívio recente nos índices de preços.
O movimento ocorre em meio a um ambiente de melhora nos mercados, como mostra a alta da Bolsa e a queda do dólar após a inflação abaixo do esperado. A combinação de fatores tem sido lida como um sinal de que a política monetária pode começar a ser afrouxada antes do previsto, embora o ritmo ainda seja incerto.
Para os próximos meses, a expectativa é de que o mercado acompanhe de perto os dados de atividade e a evolução do cenário fiscal. Caso a inflação continue cedendo, a pressão por cortes mais agressivos tende a aumentar, mas a cautela dos analistas sugere que o processo será longo e gradual.
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