Ministro da Fazenda aposta em corte de gastos para derrubar juros e dívida

O ministro da Fazenda, Durigan, aposta em um crescimento menor do gasto público como estratégia para reduzir a taxa de juros e, consequentemente, a dívida do país. A declaração foi feita em meio ao debate sobre o ajuste fiscal, com o argumento de que o período pós-pandemia de covid-19 já demonstrou ser possível conter o endividamento com a queda da Selic.

Segundo o ministro, a dívida cresce por causa dos juros, e não dos gastos públicos — tese que ele defende em meio à pressão do mercado por cortes mais agressivos. A fala, repercutida pelo portal Tribuna do Sertão, tenta rebater críticas de que o governo não estaria fazendo o suficiente para equilibrar as contas.

A declaração ocorre em um momento de tensão fiscal, com o governo endurecendo regras para bets e discutindo novas fontes de receita. A aposta de Durigan é que, com a inflação sob controle, o Banco Central possa acelerar a redução dos juros, aliviando a trajetória da dívida pública sem necessidade de um ajuste mais doloroso.

O próximo passo esperado é a apresentação de um pacote de revisão de despesas obrigatórias, que deve ser detalhado nas próximas semanas. A equipe econômica, porém, enfrenta resistência dentro do próprio governo para mexer em programas sociais e emendas parlamentares.

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