O ministro da Fazenda subiu o tom contra as taxas de juros praticadas pelo Tesouro Nacional, que atingiram 13,2% ao ano — o maior nível desde novembro de 2016. A crítica ocorre em meio ao debate sobre o custo da dívida pública e a pressão sobre o arcabouço fiscal, que segue sendo defendido pela equipe econômica do governo.
Segundo o portal Tribuna do Sertão, o ministro classificou o patamar como “elevado” e destacou o impacto direto nas contas públicas. A declaração levanta questionamentos sobre a eficácia da política monetária e reacende a discussão sobre a necessidade de redução da taxa básica de juros, a Selic, como forma de aliviar o peso do serviço da dívida.
O episódio ocorre em um cenário de tensões fiscais, como a ameaça de acionar a Lei da Reciprocidade contra o tarifaço de Trump e a pressão do governo para liberar recursos do Tesouro via STF. A equipe econômica, porém, reforça o compromisso com o arcabouço fiscal, mesmo diante de resistências internas.
O próximo passo esperado é a definição de novas medidas para conter a trajetória da dívida, enquanto o mercado monitora os próximos leilões do Tesouro. A permanência dos juros em dois dígitos deve seguir no centro do debate político e econômico nas próximas semanas.
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