O Ministério da Fazenda saiu em defesa própria nesta semana: o aumento da dívida pública não é culpa do governo, e sim dos juros altos. A declaração foi do secretário-executivo Dario Durigan, que rebateu críticas ao resultado fiscal e jogou a responsabilidade para a política monetária.
“O resultado do governo não é responsável pelo aumento da dívida”, afirmou, em tom de quem tenta apagar incêndio. Para ele, o gargalo da economia brasileira está no custo do crédito, que segue como um dos maiores do mundo. A fala surge em meio à pressão do mercado e de aliados sobre o ajuste das contas públicas.
O discurso, porém, não convence todos. Enquanto a Fazenda se isenta, o Congresso articula uma pauta-bomba de R$ 140 bilhões, que já gera atrito entre governo e base aliada. A combinação de juros elevados com pressão por gastos promete manter o tema em ebulição até o fim do ano.
Para analistas, a briga entre política fiscal e monetária deve se intensificar, com o governo tentando emplacar a narrativa de que o problema é externo. O próximo passo é ver se o Banco Central cede à pressão ou mantém a taxa atual, enquanto a dívida segue subindo.
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