Ministro de Lula acusa Flávio Bolsonaro de atuar como lobista dos EUA em meio a escândalo do Banco Master

O ministro José Guimarães (Relações Institucionais) afirmou nesta quinta-feira (16) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente da República, está desesperado com o escândalo do Banco Master e age como um lobista dos Estados Unidos no Brasil. A declaração foi feita durante entrevista coletiva, ampliando o tom do confronto político em torno do caso que envolve suspeitas de irregularidades financeiras e influência estrangeira.

Segundo Guimarães, a postura do senador evidencia um comportamento incompatível com o cargo público que ocupa, sugerindo que ele estaria atuando para defender interesses norte-americanos em detrimento da soberania nacional. O ministro não apresentou provas concretas, mas baseou sua acusação em movimentações recentes de Flávio Bolsonaro, que teria intensificado contatos com representantes dos EUA e feito declarações públicas favoráveis a políticas econômicas alinhadas a Washington.

O escândalo do Banco Master

O caso Master, que veio a público nas últimas semanas, envolve denúncias de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e operações suspeitas que teriam beneficiado políticos e empresários ligados ao governo anterior. A investigação, conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, já resultou na quebra de sigilos bancários e na apreensão de documentos. Flávio Bolsonaro, que nega qualquer envolvimento, tem sido alvo de críticas por supostamente tentar interferir nas apurações.

A crise política se agrava em um momento de tensão entre os poderes Executivo e Legislativo, com o governo Lula enfrentando dificuldades para aprovar reformas econômicas. A oposição, liderada por figuras do PL, acusa o governo de usar o caso para perseguir adversários, enquanto a base aliada defende a necessidade de transparência e punição dos responsáveis.

Reações e desdobramentos

Em resposta, a assessoria de Flávio Bolsonaro classificou a declaração de Guimarães como “infundada e eleitoreira”, afirmando que o senador sempre agiu dentro da legalidade. O PL, partido ao qual ele é filiado, também se manifestou, criticando o que chamou de “tentativa de desviar o foco dos problemas reais do país”.

O episódio ocorre em meio a um cenário de instabilidade econômica, com o dólar em alta e a inflação pressionando o custo de vida. Analistas políticos apontam que o escândalo do Banco Master pode influenciar as eleições de 2026, nas quais Flávio Bolsonaro é apontado como um dos principais concorrentes. A acusação de lobby estrangeiro, se comprovada, poderia ter implicações legais e diplomáticas, aumentando a pressão sobre o senador.

Até o momento, não há confirmação independente das alegações de Guimarães, mas o caso já mobiliza a opinião pública e promete dominar os debates no Congresso nas próximas semanas.

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