O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira a saída temporária de Jair Bolsonaro da prisão domiciliar para uma consulta odontológica. O atendimento, porém, não poderá ser feito na clínica da nora do ex-presidente, como a defesa havia solicitado.
Segundo a decisão, o procedimento deve ocorrer no Centro Médico da Polícia Militar do Distrito Federal. A restrição foi imposta após o pedido da defesa, que queria levar Bolsonaro a um consultório particular administrado pela esposa de Flávio Bolsonaro.
A medida autoriza o deslocamento, mas mantém o cerco ao ex-presidente, que segue em prisão domiciliar desde o fim de 2024. A defesa já havia solicitado autorização específica para o atendimento com a profissional da família, o que foi negado pelo ministro.
O caso reforça o tensionamento entre a defesa de Bolsonaro e o STF, que tem imposto condições rígidas a qualquer movimentação do ex-presidente fora do regime domiciliar. A expectativa é que novos pedidos de saída sejam analisados caso a caso, sempre com restrições semelhantes.
Para os próximos passos, a defesa deve recorrer da decisão ou buscar alternativas para que o atendimento seja feito em local de confiança da família, enquanto Moraes mantém o controle sobre cada deslocamento do ex-presidente.
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