Morte de Jade Soares, fundadora da ONG Afrodite, comove entidades LGBT em Alagoas

A morte da ativista Jade Soares do Nascimento, 45 anos, fundadora da ONG Afrodite, de Coqueiro Seco, e integrante do Conselho Estadual de Direitos Humanos, repercutiu entre entidades de defesa dos direitos LGBTQIAP+ em Alagoas. Ela foi encontrada sem vida dentro da própria residência, no bairro Santos Dumont, na capital alagoana.

Em nota de pesar, organizações ligadas à causa lamentaram a perda e destacaram a trajetória de Jade na luta por visibilidade e direitos da comunidade. A ativista era conhecida pelo trabalho incansável em Coqueiro Seco e região metropolitana, onde atuava na promoção de políticas públicas e acolhimento de pessoas LGBT.

A morte de Jade ocorre em um momento em que a violência contra a população LGBTQIAP+ ainda é uma realidade no estado. Em 2023, Alagoas registrou casos de agressões e assassinatos motivados por orientação sexual e identidade de gênero, conforme dados de organizações de direitos humanos.

A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte, mas ainda não há informações oficiais sobre a causa. A comunidade aguarda esclarecimentos e cobra celeridade nas apurações, enquanto entidades preparam homenagens e atos em memória de Jade.

O caso também reacende o debate sobre a segurança de ativistas no estado, especialmente após a morte de Lucia Rocha, jornalista e ativista dos direitos humanos, aos 69 anos, em Maceió. A expectativa é que o Conselho Estadual de Direitos Humanos e a ONG Afrodite cobrem respostas das autoridades nos próximos dias.

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