A Ministra do Planejamento, Simone Tebet, formalizou nesta sexta-feira (27) sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) em um ato de grande repercussão política, realizado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). A mudança, que marca a saída de Tebet do MDB após quase 30 anos de militância na sigla, visa pavimentar sua candidatura a uma vaga no Senado por São Paulo nas eleições de 2026, consolidando um movimento estratégico que fortalece a base governista e reconfigura o tabuleiro eleitoral paulista. O evento, que contou com a presença de figuras proeminentes do cenário nacional, sublinha a busca por unidade e a articulação de forças para os próximos pleitos, conforme noticiado originalmente pela GloboNews.
O ato de filiação não foi apenas uma formalidade partidária, mas uma demonstração de força e alinhamento político. Estiveram presentes o Vice-Presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), o Ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, o líder do PSB na Câmara Federal, Jonas Donizette, o presidente do PSB-SP, Caio França, e a presidente do PSB paulistano, Tabata Amaral. Além dessas lideranças, o evento reuniu uma vasta gama de vereadores, prefeitos, vices e pré-candidatos, evidenciando o amplo apoio e a importância estratégica da chegada de Tebet ao partido.
A celebração da filiação de Tebet foi marcada por um entusiasmo palpável entre os membros do PSB. A presidente do PSB paulistano, Tabata Amaral, destacou a relevância da união de forças. “Sem a coragem e compromisso democrático de vocês dois, Alckmin e Tebet, a história teria sido outra. E isso faz de hoje um dia tão simbólico. Essas duas lideranças que ajudaram a salvar a democracia em 2022 estão no mesmo partido e isso nos enche de orgulho. Querida Simone, por isso sua chegada é tão natural. Você traz a experiência de quem conhece o Brasil real”, afirmou Amaral, ressaltando o papel de ambos na defesa da democracia e a experiência de Tebet com a realidade brasileira.
Em seu discurso, o Vice-Presidente Geraldo Alckmin reforçou a narrativa de polarização política que se desenha para as próximas eleições, enfatizando a necessidade de os eleitores escolherem entre aqueles que protegem a democracia e os que defendem a ditadura. Alckmin também enalteceu o governo Lula, descrevendo-o como um governo de superação, com foco no fomento à educação, saúde, meio ambiente e infraestrutura, e fez questão de creditar a participação de Tebet nessas realizações, sublinhando sua contribuição para a agenda governamental.
Simone Tebet, por sua vez, abordou os desafios enfrentados pelas mulheres na política, uma pauta constante em sua trajetória. “Sou uma brasileira forjada num berço religioso. Ninguém é feliz vendo a infelicidade alheia, esse é o grande legado que eu recebo da minha mãe. E meu pai me ensinou que política é missão”, declarou a ministra, conectando sua visão de serviço público a seus valores pessoais e familiares, o que ressoa com uma parcela significativa do eleitorado.
No que tange às próximas eleições, Tebet defendeu a manutenção do atual vice-presidente na chapa de Lula, argumentando que “em time que está ganhando não se mexe” na vaga de pré-candidato a vice-presidente na campanha do presidente Lula. A ministra enfatizou a busca por unidade e a importância de uma composição de chapa que priorize quem tiver mais condições de somar politicamente. “Quem for melhor para chapa, a gente veio para somar, e a gente não vai dividir. Seja quem for que estiver ao meu lado como pré-candidato ou pré-candidata, e cada voto que eu pedir, eu vou pedir para o meu companheiro ou minha companheira de chapa”, afirmou, demonstrando uma postura pragmática e focada na vitória eleitoral.
Questionada sobre a preferência por uma mulher como vice, Tebet reiterou seu apoio à maior presença feminina nos espaços de poder, mas reconheceu as limitações políticas e a necessidade de se ater ao que é possível. “Eu prefiro mulher em todos os lugares nos espaços de poder, mas a gente sabe que entre o ideal e o possível a gente tem que ficar com possível”, concluiu, refletindo a complexidade de equilibrar ideais e a realidade da construção de alianças políticas. A movimentação de Tebet para o PSB, portanto, não é apenas um passo individual, mas um elemento chave na reconfiguração das forças políticas em São Paulo e no cenário nacional para 2026, com o objetivo de fortalecer a governabilidade e as perspectivas eleitorais da atual gestão.
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