O economista e professor universitário André Portela, diretor da Fundação Getulio Vargas (FGV), assumirá a presidência do Conselho Acadêmico do Livres, movimento que defende a pauta liberal na sociedade brasileira. A nomeação, anunciada em 27 de junho de 2026, ocorre em um momento de intenso debate sobre o papel do Estado e as reformas econômicas no país, com o grupo liberal tendo proposto recentemente um shutdown parcial no Brasil como medida de ajuste fiscal.
O Livres, que atua na articulação de propostas de mercado e na formação de lideranças, ganha com Portela um nome de peso da academia. O economista, que também é professor universitário, traz para o conselho a experiência da FGV, uma das principais instituições de ensino e pesquisa em economia do Brasil. A presidência do conselho acadêmico é estratégica para orientar as diretrizes teóricas e programáticas do movimento, que busca influenciar políticas públicas e o debate nacional.
Panorama político e econômico
A chegada de Portela ao comando do conselho ocorre em um contexto de polarização política e de busca por alternativas ao modelo de intervenção estatal. O Livres, que já havia proposto um shutdown parcial no Brasil — medida que prevê a paralisação de serviços públicos não essenciais para conter gastos —, agora reforça sua base intelectual. A proposta, divulgada anteriormente pelo Painel da Folha de S.Paulo, gerou controvérsia entre setores do governo e da oposição, mas encontrou eco entre economistas liberais que defendem o ajuste fiscal como prioridade.
Além de Portela, o conselho acadêmico do Livres conta com outros nomes de destaque do pensamento liberal brasileiro, como o filósofo Luiz Felipe Pondé e o economista Eduardo Giannetti. A nomeação do diretor da FGV sinaliza uma tentativa de ampliar a interlocução com o meio acadêmico e de consolidar o movimento como uma referência no debate público sobre reformas estruturais, como a privatização de estatais, a desburocratização e a redução da carga tributária.
O movimento Livres, fundado em 2015, já teve papel ativo em campanhas como a da reforma da Previdência e a da autonomia do Banco Central. Com a nova presidência acadêmica, a expectativa é de que o grupo intensifique a produção de estudos e propostas para as eleições de 2026, que já mobilizam os principais partidos e coalizões políticas. A nomeação de Portela, portanto, não é apenas uma mudança interna, mas um movimento que pode influenciar o rumo do debate econômico nos próximos meses.
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