MP denuncia empresa e sócios por morte de 80 cavalos de raça em Atalaia; prejuízo passa de R$ 82 milhões

O Ministério Público de Alagoas (MPAL), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Atalaia, ofereceu denúncia contra a empresa Nutratta Nutrição Animal Limitada S.A. e seus sócios pela morte de 80 cavalos de raça no Haras Nova Alcatéia, localizado no município de Atalaia. A ação aponta irresponsabilidade e negligência que geraram sofrimento animal, mortes e um prejuízo estimado em mais de R$ 82.570.000,00 (oitenta e dois milhões, quinhentos e setenta mil reais). O caso, que ganhou repercussão regional, expõe a necessidade de maior rigor na fiscalização de atividades agropecuárias e de responsabilização de empresas que atuam com manejo animal.

De acordo com a denúncia do MPAL, a empresa Nutratta Nutrição Animal e seus sócios são responsáveis diretos pelos danos causados ao haras, que é referência na criação de equinos de alto valor genético. A morte dos animais, ocorrida em circunstâncias ainda sob investigação, teria sido provocada por falhas no fornecimento de nutrição ou manejo inadequado, conforme apontam os autos. O valor do prejuízo, que ultrapassa a casa dos R$ 82 milhões, reflete não apenas o custo dos animais, mas também o impacto na atividade econômica local e no patrimônio genético da região.

Panorama do caso e desdobramentos jurídicos

A denúncia apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça de Atalaia é mais um capítulo de um problema recorrente no setor agropecuário alagoano, onde a falta de supervisão adequada e a ausência de protocolos rígidos de bem-estar animal têm gerado prejuízos milionários e danos irreparáveis. A morte de 80 cavalos de raça, além do impacto financeiro, levanta questões sobre a responsabilidade civil e criminal de empresas que atuam no ramo de nutrição animal, especialmente quando há indícios de negligência.

O caso ganha contornos ainda mais graves quando se observa que o Haras Nova Alcatéia é um dos mais tradicionais de Alagoas, com histórico de criação de animais premiados em competições nacionais. A perda de 80 animais representa um golpe significativo não apenas para os proprietários, mas para toda a cadeia produtiva do agronegócio local, que depende da genética e da reputação de criadores como esse para se manter competitiva.

Em meio a esse cenário, o MPAL reforça seu papel de fiscalizar e punir práticas que coloquem em risco a vida animal e o patrimônio de cidadãos e empresas. A denúncia, agora sob análise do Poder Judiciário, poderá resultar em indenizações, multas e até mesmo na responsabilização criminal dos envolvidos, caso fique comprovada a culpa. A sociedade alagoana, atenta ao desenrolar do processo, espera que a justiça seja feita e que casos como esse sirvam de alerta para a necessidade de maior rigor no cumprimento das leis de proteção animal e de responsabilidade empresarial.

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