O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) formalizou denúncia contra a mãe, o dono do parque aquático e um salva-vidas pela morte de um menino de 7 anos, que ficou mais de cinco minutos submerso em um parque aquático de Olinda, na Região Metropolitana do Recife. O caso, que ganhou repercussão estadual, agora aguarda análise da Justiça, que decidirá sobre o recebimento da denúncia e a eventual responsabilização dos envolvidos.
De acordo com a denúncia, a criança estava no parque aquático quando se afogou, permanecendo submersa por um período superior a cinco minutos antes de ser resgatada. A demora no socorro e as circunstâncias do incidente levaram o MPPE a apontar falhas na supervisão e na segurança do local, além de possível negligência por parte da mãe, que acompanhava o menino no momento do ocorrido.
Responsabilização e investigação
A denúncia do MPPE atribui responsabilidades a três partes: a mãe da vítima, o proprietário do parque aquático e um salva-vidas que atuava no estabelecimento. O órgão ministerial entende que houve omissão e descumprimento de deveres de cuidado, o que teria contribuído para o desfecho fatal. O caso foi tratado com prioridade, e a denúncia foi protocolada após conclusão de inquérito civil e criminal.
O parque aquático, localizado em Olinda, é um ponto de lazer frequentado por famílias, e a tragédia gerou comoção na comunidade local. A identidade da criança e dos denunciados não foi divulgada oficialmente, preservando o sigilo processual. A Justiça de Pernambuco agora analisará os elementos apresentados pelo MPPE, podendo aceitar a denúncia e abrir ação penal contra os envolvidos.
Panorama e precedentes
Casos de afogamento em parques aquáticos e áreas de lazer têm sido alvo de atenção de órgãos de fiscalização em todo o país. A tragédia em Olinda reacende o debate sobre a necessidade de normas mais rígidas de segurança, treinamento de equipes e supervisão de crianças em ambientes aquáticos. Especialistas apontam que a responsabilidade pela segurança é compartilhada entre operadores de estabelecimentos, profissionais de salvamento e responsáveis legais pelos menores.
O MPPE, por meio de sua assessoria, reforçou o compromisso com a apuração rigorosa de casos que envolvam a morte de crianças, destacando que a denúncia é um passo importante para a responsabilização e para a prevenção de novas ocorrências. A decisão sobre o futuro do processo caberá ao Poder Judiciário, que avaliará as provas e as alegações das partes envolvidas.
Fonte: ver noticia original

