MTST transforma cozinhas solidárias em política pública e “combate à fome” vira lei em Alagoas

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) conseguiu transformar as cozinhas solidárias, antes uma ação emergencial, em política pública no estado de Alagoas. A iniciativa, que já distribuiu milhares de refeições durante a pandemia, agora ganha status de lei e promete mudar o combate à fome na região.

A proposta, aprovada na Assembleia Legislativa, institucionaliza a criação de cozinhas comunitárias em áreas de vulnerabilidade. O MTST, que liderou a pressão pela aprovação, comemora o feito como uma vitória contra a insegurança alimentar. “É a prova de que a mobilização popular pode virar direito”, ironiza um dos coordenadores do movimento.

O governo estadual, que inicialmente resistiu à ideia, agora terá que bancar a estrutura e os insumos das cozinhas. A medida levanta dúvidas sobre a capacidade orçamentária, mas o MTST garante que vai fiscalizar cada centavo. “Se não cumprir, a gente volta pra rua”, ameaça o movimento.

Com a lei sancionada, o próximo passo é a regulamentação e a definição de metas de atendimento. A expectativa é que as primeiras cozinhas comecem a operar em até 90 dias, beneficiando bairros como Vergel do Lago e Jacintinho, onde a fome é mais crítica.

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