Mulher é presa em Presidente Prudente após chamar idoso de ‘macaco’ e ‘nego’ em bar; crime é inafiançável

Uma mulher de 44 anos foi presa em flagrante na madrugada deste sábado (15) após chamar um homem de 74 anos de “macaco” e “nego” durante uma discussão em um bar no Centro de Presidente Prudente (SP). O caso foi registrado como injúria racial pela Polícia Civil, que considerou o crime inafiançável. A vítima, que frequentava o estabelecimento, afirmou ter se sentido humilhada diante de outros clientes.

De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para atender à ocorrência no bar localizado na Rua Doutor Gurgel. Quando os agentes chegaram, encontraram a suspeita e a vítima do lado de fora. A mulher estava aparentemente embriagada e exaltada, segundo o registro policial.

Discussão começou após fechamento do bar ser adiado

Uma testemunha, que é marido da investigada, relatou que ela havia ido ao bar para ajudá-lo no fechamento do estabelecimento. No entanto, como chegaram mais clientes, ele decidiu não encerrar o expediente naquele momento, o que teria deixado a mulher nervosa. Ainda conforme o boletim, ela passou a xingar os frequentadores e ordenou que todos fossem embora.

Durante a discussão, a suspeita também afirmou que seu marido mantinha um relacionamento com a vítima e proferiu ofensas como “macumbeiro” e “viado”, além das expressões racistas já citadas. A vítima confirmou a versão da testemunha e destacou que o bar estava lotado no momento dos insultos, o que aumentou sua sensação de humilhação.

Prisão e enquadramento legal

Os policiais militares tentaram ouvir a versão da mulher, mas ela se recusou a falar. Diante dos fatos, foi presa e encaminhada à Delegacia Seccional de Presidente Prudente, onde optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório. O delegado responsável considerou que havia indícios de ofensa à honra da vítima com referências à cor da pele, religião e orientação sexual, classificando o caso como injúria racial — crime inafiançável, conforme registrado no boletim.

O caso reforça a importância do enfrentamento ao racismo e à discriminação em espaços públicos. Em todo o país, episódios como este têm gerado debates sobre a necessidade de punições mais rigorosas e de políticas de conscientização. A legislação brasileira prevê pena de reclusão para crimes de injúria racial, que podem ser agravados quando cometidos em locais de grande circulação de pessoas.

A Polícia Civil de Presidente Prudente segue investigando o caso, e a mulher permanece à disposição da Justiça. A vítima, que não teve o nome divulgado, recebeu apoio dos policiais e poderá acompanhar o desdobramento do processo.

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