Um navio humanitário resgatou 50 migrantes na costa da Líbia, mas a travessia deixou um saldo trágico: sete pessoas morreram antes do socorro chegar. O grupo, originário da Somália e do Egito, havia partido de Zuwara, cidade conhecida como rota frequente de embarcações superlotadas.
As equipes de resgate encontraram os sobreviventes em condições precárias, com sinais de desidratação e exposição ao mar. A operação ocorreu em meio ao agravamento da crise migratória no Mediterrâneo Central, rota que já registrou centenas de mortes neste ano.
Autoridades locais ainda não detalharam o destino final dos resgatados, mas a tendência é que sejam encaminhados a centros de acolhimento na região. Organizações humanitárias reforçam o alerta para a necessidade de corredores seguros e ações coordenadas entre países de origem e de trânsito.
O episódio reacende o debate sobre políticas migratórias na Europa e no norte da África, enquanto cresce a pressão sobre governos para ampliar operações de busca e salvamento. O próximo passo deve ser a identificação das vítimas e o acompanhamento psicológico dos sobreviventes, além de novas tentativas de conter o fluxo em pontos de partida como Zuwara.
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