A Federação Norueguesa de Futebol tornou-se a primeira entidade nacional a exigir publicamente a renúncia imediata de Gianni Infantino da presidência da Fifa. O movimento, inédito entre as federações filiadas, eleva a pressão sobre o dirigente em meio a sucessivas controvérsias envolvendo sua gestão à frente do futebol mundial.
Além do pedido formal, a Noruega anunciou que enviará uma carta oficial à Fifa e apresentará uma nova denúncia ao Comitê de Ética da entidade. A ação, segundo a federação, visa reforçar as acusações já existentes e cobrar transparência em relação a decisões tomadas pela cúpula do futebol internacional.
A iniciativa norueguesa pode abrir precedente para que outras federações europeias se posicionem. Nos bastidores, dirigentes de outros países acompanham com atenção o desdobramento, avaliando se o movimento ganha força antes do próximo Congresso da Fifa, previsto para 2025.
Especialistas apontam que a pressão sobre Infantino tende a crescer, especialmente após episódios recentes que levantaram questionamentos sobre a condução de contratos e parcerias comerciais. A resposta do dirigente, até agora, foi silêncio oficial, enquanto aliados tentam minimizar o alcance da ofensiva norueguesa.
O próximo passo esperado é a reação formal da Fifa à carta norueguesa, além da análise da nova denúncia pelo Comitê de Ética. Caso a pressão se amplie, Infantino pode enfrentar o maior desafio à sua permanência desde que assumiu o cargo, em 2016.
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