Nova escalada militar: EUA atacam Irã e forças iranianas fecham Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos iniciaram uma nova rodada de ataques contra múltiplos alvos no Irã durante a noite, informou o Exército norte-americano nesta quarta-feira, horas depois de o presidente Donald Trump prometer novos ataques caso não houvesse um acordo de paz. O alto comando militar conjunto do Irã anunciou na quinta-feira (horário local) o fechamento do Estreito de Ormuz, impedindo o trânsito de navios incluindo petroleiros e navios comerciais, afirmando que qualquer embarcação que tentar passar será alvejada. A escalada militar representa o mais recente desdobramento de uma crise que ameaça reacender uma guerra em grande escala, interrompida no início de abril por um frágil cessar-fogo.

Os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irã, disse o Comando Central das Forças Armadas dos EUA em uma publicação na rede social X, acrescentando que os ataques começaram às 0h45 em Teerã. Uma explosão foi ouvida na cidade portuária de Sirik, e as defesas aéreas foram ativadas na zona oeste de Teerã, informou a agência de notícias iraniana Mehr. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse posteriormente durante uma visita ao Comando Central na Flórida que os ataques devem promover nossos interesses militares e também fortalecer nossa posição diplomática. Vamos atacá-los com força nesta noite, e esperamos que o Irã tome uma boa decisão, afirmou Hegseth. Se precisarmos negociar com bombas, negociaremos com bombas.

Panorama político e riscos globais

A crise atual insere-se em um contexto de tensões crescentes entre as duas potências, que trocaram tiros diversas vezes desde a vigência do cessar-fogo provisório, mesmo com as tentativas frustradas dos negociadores de pôr fim à guerra que já dura três meses. Trump afirmou repetidamente que um acordo está próximo, embora não haja sinais de avanços significativos, além de ameaçar retomar os bombardeios. Na terça-feira, as Forças Armadas dos EUA atacaram sistemas de defesa aérea e radares ao redor do Estreito de Ormuz, após um helicóptero norte-americano ter sido derrubado por forças iranianas na semana passada. O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, pode provocar um choque nos preços globais de energia e afetar diretamente economias dependentes do petróleo do Oriente Médio, como Brasil, China e Índia. A comunidade internacional acompanha com apreensão os desdobramentos, enquanto a ONU e outros mediadores tentam retomar as negociações de paz.

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