Novo oficializa candidatura de Romeu Zema à Presidência em convenção nacional; ex-governador critica gestão do PT em Minas

O Partido Novo oficializou, em 27 de julho, o nome de Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais, como candidato à Presidência da República. O anúncio foi feito em Brasília, durante convenção nacional da legenda realizada virtualmente, com a presença do presidente da sigla, Eduardo Ribeiro. Na ocasião, Zema agradeceu aos colegas de partido pelo apoio e afirmou que reúne todas as credenciais para a vaga.

Em seu discurso, Zema destacou sua trajetória no setor privado, mencionando uma empresa no interior de Minas que gera mais de 5 mil empregos diretos. Ele também afirmou ter percorrido 2 milhões de quilômetros pelo estado, o que, segundo ele, lhe deu conhecimento do Brasil real. “Eu sei o que é enfrentar burocracia do Estado. Eu sei o que é pagar impostos no Brasil e enfrentar uma máquina que só cria dificuldades para quem quer empreender”, declarou.

Críticas à gestão do PT em Minas Gerais

Zema justificou sua entrada na política pela situação de Minas Gerais sob o governo do PT, citando manchetes de 2017 e 2018. Ele mencionou prefeitos que renunciaram, adoeceram ou tiraram a própria vida por falta de repasses estaduais, além de 240 mil aposentados e funcionários públicos com nome sujo no SPC e Serasa. “O Pimentel, do PT, o ex-governador, descontou o empréstimo consignado na folha e não pagou os bancos. Ato criminoso. E nada aconteceu”, afirmou.

Panorama político e impacto

A oficialização da candidatura de Zema ocorre em um cenário de disputa acirrada pela Presidência, com o Partido Novo buscando se consolidar como alternativa de direita. Zema, que governou Minas Gerais por dois mandatos, tenta projetar sua experiência administrativa como diferencial. A convenção virtual reflete a estratégia da legenda de ampliar sua base de apoio, enquanto o ex-governador se apresenta como um nome capaz de dialogar com o eleitorado cansado da polarização.

O discurso de Zema também sinaliza uma forte crítica ao PT, partido que ele responsabiliza pela crise fiscal de Minas. A menção a Pimentel, sem citar seu partido, reforça a narrativa de combate à corrupção e à má gestão. A candidatura, no entanto, enfrenta desafios, como a necessidade de ampliar o tempo de TV e a estrutura partidária, além de conquistar alianças em um cenário político fragmentado.

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