A disputa pelas duas vagas do Amazonas no Senado Federal em 2026 está definida com oito candidatos confirmados após as convenções partidárias, realizadas até o dia 5 de agosto. A lista inclui nomes como Capitão Alberto Neto, Eduardo Braga, Evandro de Oliveira, Ismael Munduruku, Professora Evany, Plínio Valério, Wilson Lima e Xuxa do Amazonas. As legendas têm até o dia 15 de agosto para registrar as chapas na Justiça Eleitoral, e a campanha oficial começa no dia seguinte.

O cenário político amazonense para o Senado reflete uma disputa acirrada entre representantes de diferentes espectros ideológicos e origens sociais. Entre os candidatos, há parlamentares com longa trajetória, lideranças indígenas, representantes de movimentos sociais e novatos na política. A eleição de outubro definirá não apenas os ocupantes das duas cadeiras no Senado, mas também o equilíbrio de forças no Congresso Nacional para os próximos oito anos.

Perfis dos candidatos

Capitão Alberto Neto, deputado federal eleito em 2018, construiu sua carreira na Câmara dos Deputados com foco em segurança pública e pautas conservadoras. Ele foi vice-líder do governo Bolsonaro e, em 2024, disputou a Prefeitura de Manaus, sendo derrotado no segundo turno. Sua candidatura ao Senado representa a continuidade de uma base política alinhada ao ex-presidente.

Eduardo Braga, senador desde janeiro de 2011, tenta a reeleição para o terceiro mandato. Com passagens pelos parlamentos municipal e estadual e pelo Executivo estadual, Braga já disputou o governo do Amazonas em três ocasiões, sendo derrotado em todas. Em 2022, perdeu para Wilson Lima, que agora também concorre ao Senado.

Evandro de Oliveira, operário mecânico e militante dos terceirizados da Petrobrás, é candidato pelo PSTU. Sem experiência eleitoral anterior e sem perfis em redes sociais, ele representa uma alternativa à esquerda, com foco em pautas trabalhistas e críticas à gestão da estatal.

Ismael Munduruku, cacique do Parque das Tribos, é candidato pela Rede Sustentabilidade. Liderança indígena, sua candidatura reforça a importância das pautas ambientais e dos direitos dos povos tradicionais no cenário político amazonense.

Professora Evany e Plínio Valério completam a lista, assim como Wilson Lima, atual governador do estado, e Xuxa do Amazonas, que também tiveram seus nomes confirmados nas convenções.

Panorama político e impacto nacional

A eleição para o Senado no Amazonas ocorre em um contexto de reorganização partidária e de disputa pelo controle do Congresso. As duas vagas em jogo podem influenciar a base de apoio do futuro governo federal, seja qual for o resultado. A presença de candidatos com perfis tão distintos – de um lado, nomes ligados ao bolsonarismo; de outro, lideranças indígenas e de esquerda – evidencia a polarização que marca o pleito de 2026.

Além disso, a disputa amazonense integra um movimento maior de renovação política, com a chegada de novas lideranças e a manutenção de velhos quadros. O resultado das urnas em outubro terá reflexos diretos na composição do Senado, que desempenha papel central na aprovação de reformas e na fiscalização do Executivo.

Os eleitores do Amazonas também vão escolher presidente, governador, deputados federais e estaduais no dia 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro. O prazo para registro das chapas termina em 15 de agosto, e a campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte.

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