Uma operação de grande porte realizada no Canal do Itajuru, em Cabo Frio, retirou estruturas submersas, embarcações abandonadas e resíduos sólidos do leito do canal, como parte de um esforço contínuo de ordenamento ambiental na região. A ação, que reuniu equipes municipais, integra um conjunto de medidas para recuperar a qualidade das águas e garantir a navegabilidade do canal, que é um dos principais cartões-postais da cidade.
De acordo com informações divulgadas pela prefeitura, a operação mobilizou servidores de diferentes secretarias, incluindo as pastas de Meio Ambiente, Obras e Serviços Públicos. Durante os trabalhos, foram removidas diversas estruturas metálicas submersas, como antigos trapiches e pilares de concreto, além de pelo menos três embarcações que estavam abandonadas há meses, algumas delas parcialmente naufragadas. Também foram recolhidos pneus, garrafas plásticas, restos de redes de pesca e outros detritos que comprometiam o ecossistema local.
Impacto ambiental e econômico
A limpeza do Canal do Itajuru tem impacto direto na vida de moradores e turistas. O canal, que liga a Lagoa de Araruama ao mar, é utilizado para a prática de esportes náuticos, pesca artesanal e transporte de pequenas embarcações. Com a remoção dos resíduos e estruturas submersas, a expectativa é de melhora na circulação da água e na qualidade ambiental, beneficiando a fauna aquática e reduzindo riscos de acidentes para navegantes.
Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a operação faz parte de um plano mais amplo de ordenamento territorial e ambiental, que inclui fiscalização de ocupações irregulares nas margens do canal e ações de educação ambiental. A pasta informou que novas etapas da operação estão previstas para os próximos meses, com foco em trechos ainda críticos.
Panorama político e administrativo
A ação ocorre em um contexto de crescente pressão por parte de organizações ambientalistas e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro para que municípios costeiros adotem medidas efetivas de preservação de ecossistemas aquáticos. Em Cabo Frio, a gestão municipal tem buscado equilibrar o desenvolvimento urbano e turístico com a proteção ambiental, em meio a desafios como o crescimento desordenado e a falta de saneamento básico em algumas áreas.
A operação no Canal do Itajuru também se alinha a iniciativas estaduais e federais de recuperação de bacias hidrográficas, como o Programa de Revitalização de Lagoas e Canais do Estado do Rio de Janeiro. Especialistas apontam que a continuidade dessas ações é fundamental para evitar o assoreamento e a poluição crônica que afetam corpos d’água em toda a Região dos Lagos.
A prefeitura de Cabo Frio não divulgou o custo total da operação, mas informou que os recursos utilizados são provenientes de dotações orçamentárias próprias, com apoio de equipamentos da Defesa Civil e da Secretaria de Obras. A população local, que há anos reclamava da situação de abandono do canal, acompanhou os trabalhos com expectativa, na esperança de que a medida represente um ponto de virada na gestão ambiental da cidade.
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