Operação derruba barraco usado como ponto de tráfico de drogas nos fundos de creche em Maceió

Uma operação da Secretaria Municipal de Segurança Cidadã (Semsc) retirou, nesta quarta-feira (15), um barraco irregular apontado como ponto utilizado para o tráfico de drogas e recolheu materiais relacionados ao consumo de entorpecentes em uma área localizada nos fundos de uma creche, no bairro do Benedito Bentes, em Maceió. A ação foi realizada após denúncias da comunidade, que apontavam o local como foco de atividades ilícitas que colocavam em risco a segurança de crianças e moradores da região.

De acordo com a Semsc, a estrutura irregular foi demolida por equipes da pasta, que também realizaram a limpeza do terreno e a remoção de entulhos. Durante a operação, foram encontrados e recolhidos objetos como cachimbos artesanais, seringas usadas e outros utensílios associados ao consumo de crack e outras drogas. A ação integra um conjunto de medidas da prefeitura para combater pontos de venda e uso de entorpecentes em áreas sensíveis, como próximas a escolas e unidades de saúde.

Panorama político e social

A operação no Benedito Bentes ocorre em um contexto de intensificação das ações de segurança pública em Maceió, especialmente em bairros periféricos onde a criminalidade e o tráfico de drogas têm gerado preocupação entre os moradores. A presença de pontos de venda de drogas próximos a equipamentos públicos, como creches e escolas, tem sido alvo de críticas de associações de bairro e conselhos tutelares, que cobram do poder público ações mais efetivas para proteger crianças e adolescentes. A Semsc, vinculada à prefeitura da capital alagoana, tem atuado em parceria com a Guarda Municipal e outros órgãos para desarticular esses pontos, mas a falta de efetivo e de políticas de prevenção ainda é apontada como um desafio por especialistas em segurança pública.

O bairro do Benedito Bentes, um dos mais populosos de Maceió, enfrenta há anos problemas relacionados à infraestrutura e à violência. A derrubada do barraco, embora celebrada por parte da comunidade, também levanta debates sobre a necessidade de alternativas de ocupação e lazer para os jovens da região, que muitas vezes são aliciados pelo tráfico. A prefeitura, por meio da Semsc, não detalhou se haverá monitoramento contínuo do local para evitar a reocupação criminosa.

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