Uma operação policial deflagrada nesta quarta-feira (26) cumpre 12 mandados em quatro estados e investiga um esquema de fraude em concurso público da Polícia Militar, com a suspeita de uso de ‘dublês’ – pessoas com aparência semelhante aos candidatos – para realizar provas no lugar dos inscritos. Um policial militar foi afastado após ser apontado como participante do esquema, conforme apuração do portal Frances News.
A ação, que ocorre simultaneamente em Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Ceará, mira uma organização criminosa especializada em substituir candidatos durante exames de seleção. Segundo as investigações, o grupo recrutava pessoas com traços físicos semelhantes aos dos candidatos e as enviava para fazer as provas, garantindo aprovação mediante pagamento.
Esquema sofisticado de substituição
As autoridades apontam que o esquema era estruturado e contava com logística para identificar candidatos interessados em fraudar o certame, localizar ‘dublês’ compatíveis e providenciar a documentação necessária para a entrada nos locais de prova. A fraude, se confirmada, compromete a lisura do processo seletivo e a confiança na instituição militar.
O policial afastado, cujo nome não foi divulgado, teria atuado como intermediário ou facilitador do esquema, usando seu conhecimento interno para orientar o grupo. A Corregedoria da PM acompanha o caso e determinou o afastamento preventivo até a conclusão das investigações.
Panorama e impacto
O caso ganha relevância nacional em um momento em que concursos públicos são alvo de crescentes tentativas de fraude, com uso de tecnologia e até de pessoas físicas para burlar a seleção. A ação em quatro estados indica a capilaridade do esquema, que pode envolver outras unidades da federação.
As investigações seguem sob sigilo, mas a expectativa é de que novos desdobramentos ocorram nos próximos dias, com possível identificação de mais envolvidos e de candidatos beneficiados. A operação reforça a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de segurança em concursos públicos, como o uso de biometria e reconhecimento facial.
Procuradas, as assessorias das polícias militares dos estados envolvidos não comentaram o andamento das investigações, mas garantiram colaboração com as autoridades.
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