Operação Falsa Gerente: quatro suspeitos de golpe que causou prejuízo de R$ 200 mil a servidora de Alagoas são presos no ES e RJ

Quatro pessoas foram presas nesta quarta-feira (12) no Espírito Santo e no Rio de Janeiro, suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada em golpes bancários e lavagem de dinheiro. A ação, batizada de Operação Falsa Gerente, contou com a participação das Polícias Civil de Alagoas, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Segundo as investigações, o grupo causou um prejuízo de R$ 200 mil a uma servidora pública de Alagoas, que foi vítima do chamado golpe do falso gerente.

De acordo com a polícia, a vítima recebeu uma ligação de uma mulher que se passou por gerente bancária, informando sobre uma suposta movimentação suspeita em sua conta. Em seguida, outra integrante do grupo entrou em contato, alegando ser funcionária da área de Tecnologia da Informação do banco. A partir daí, os criminosos conseguiram acesso remoto ao dispositivo da vítima e realizaram a transferência dos R$ 200 mil para uma empresa utilizada pelo grupo.

Esquema de lavagem de dinheiro

A análise financeira realizada durante a investigação identificou que a empresa usada pelo grupo movimentou mais de R$ 5 milhões, evidenciando a dimensão do esquema criminoso. A organização atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas e utilização de contas de terceiros para ocultar a origem do dinheiro.

Prisões no Espírito Santo

No Espírito Santo, dois homens foram presos. Um deles, identificado como Roberto Vasconcelos da Cunha, de 50 anos, foi localizado em um hospital em Itaoca, no município de Itapemirim, onde trabalhava. Durante as buscas, nenhum material ilícito foi encontrado. Ele é funcionário da Prefeitura de Itapemirim e foi autuado por furto qualificado. A Prefeitura de Itapemirim informou que não tinha conhecimento da prisão do servidor e que não foi comunicada oficialmente sobre o caso. Em nota, afirmou que não tinha informações a acrescentar, por considerar que se trata de uma questão pessoal que não envolve a administração municipal.

O segundo investigado, identificado como Michael Enderson de Freitas, de 42 anos, foi localizado no distrito de Barra do Itapemirim, em Marataízes. Na casa dele, foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. Um cartão bancário e um celular foram apreendidos e serão analisados pelos investigadores. Segundo a polícia, ele também foi autuado por tráfico de drogas e posse de arma.

Panorama da operação

A Operação Falsa Gerente é mais um exemplo do aumento de golpes bancários no Brasil, que têm causado prejuízos milionários a vítimas em todo o país. A integração entre as polícias civis de diferentes estados tem sido fundamental para desarticular essas organizações, que muitas vezes atuam em várias regiões simultaneamente. A polícia segue investigando outros possíveis envolvidos e a origem dos valores movimentados.

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