Operação Língua Suja autua empresa por despejo de esgoto em lagoa no Benedito Bentes; crime ambiental é constatado

Uma fiscalização do Instituto de Pesquisa, Planejamento e Licenciamento Urbano e Ambiental de Maceió (Iplam) autuou a empresa Sanama por lançamento irregular de esgoto em uma lagoa artificial localizada no Residencial Alameda da Pajuçara, no bairro Benedito Bentes, parte alta da capital alagoana. A ação, que integra a Operação Língua Suja, foi realizada na quinta-feira (2) e constatou que a lagoa, projetada para receber apenas águas pluviais, vinha sendo contaminada por efluentes domésticos, resultando em mau cheiro constante e grande quantidade de peixes mortos, conforme denúncias de moradores.

De acordo com o Iplam, a irregularidade foi identificada após denúncia da população. Durante a vistoria, os técnicos percorreram a rede de drenagem da área e localizaram quatro coletores de esgoto com vazamentos recorrentes, que direcionavam o efluente diretamente para a lagoa. O órgão classificou a situação como crime ambiental e procedeu com a autuação da empresa responsável.

Operação Língua Suja e panorama político-ambiental

A Operação Língua Suja é realizada em toda Maceió em parceria com a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra) e tem como objetivo combater o lançamento irregular de esgoto e outros crimes ambientais na capital. A ação integrada reflete um esforço do poder público municipal para coibir práticas que afetam diretamente a qualidade de vida da população e o equilíbrio dos ecossistemas urbanos. O caso ganha relevância em um contexto em que Maceió enfrenta desafios históricos de saneamento básico e gestão de resíduos, com recorrentes denúncias de poluição em lagoas e canais, especialmente em bairros periféricos como o Benedito Bentes.

O g1 entrou em contato com a Sanama e aguarda o posicionamento da empresa sobre a autuação. Até o momento, não há manifestação oficial da companhia. A lagoa artificial, que deveria servir como área de amortecimento de águas pluviais, tornou-se um ponto crítico de degradação ambiental, expondo a fragilidade da fiscalização e a necessidade de políticas mais efetivas de controle e punição para infrações dessa natureza.

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