A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (26), a Operação Peso Oculto para desarticular uma organização criminosa suspeita de contrabandear medicamentos emagrecedores e eletrônicos do Paraguai para o Brasil. A ação cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao grupo nos estados de Minas Gerais e Paraná, após investigação que identificou uma rede estruturada de importação ilegal.
Segundo as apurações, o grupo utilizava rotas terrestres e aéreas para trazer os produtos, que eram revendidos em farmácias de manipulação e lojas de eletrônicos, muitas vezes sem registro nos órgãos de vigilância sanitária. A investigação apontou que os medicamentos emagrecedores, em especial, representavam risco à saúde pública, pois não passavam por controle de qualidade e poderiam conter substâncias proibidas no Brasil.
Esquema de contrabando e lavagem de dinheiro
As autoridades também investigam a movimentação financeira do grupo, que utilizava contas de terceiros e empresas de fachada para ocultar a origem do dinheiro obtido com a venda dos produtos. A operação contou com o apoio da Receita Federal e do Ministério Público Federal, que acompanham os desdobramentos do caso.
Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal após análise de dados bancários e fiscais, que revelaram um fluxo constante de remessas para o Paraguai e a entrada de mercadorias em território nacional. A PF não descarta novas fases da operação, que pode resultar em prisões preventivas e denúncias por contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro.
Panorama do combate ao contrabando na região
A ação integra um esforço mais amplo das forças de segurança para reprimir o comércio ilegal na fronteira, que movimenta bilhões de reais por ano. Nos últimos meses, a PF e a Receita Federal intensificaram operações contra o contrabando de cigarros, eletrônicos e medicamentos, especialmente em estados como Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. A Operação Peso Oculto reforça o alerta para os riscos sanitários e econômicos desse tipo de crime, que também afeta a arrecadação de impostos e a concorrência no mercado legal.
Os investigados poderão responder pelos crimes de contrabando, descaminho, falsificação de produtos e lavagem de dinheiro, cujas penas somadas podem ultrapassar 20 anos de reclusão. A PF segue com as investigações para identificar outros envolvidos e mapear a extensão do esquema.
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