O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3), a Operação Ponto de Acesso, com o objetivo de desarticular uma quadrilha suspeita de tentar controlar o mercado de provedores de internet em bairros do Grande Recife. As investigações identificaram uma ligação do esquema criminoso com o tráfico de drogas e com uma facção criminosa de atuação nacional. Segundo o órgão, os criminosos sabotavam a infraestrutura das empresas de internet, ameaçavam moradores e extorquiam os provedores do serviço. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão no Recife e em Jaboatão dos Guararapes, com apoio da Polícia Militar (PM).
De acordo com o MPPE, a investigação aponta que o grupo atuava para impor o controle sobre provedores de serviços de internet em bairros como Ibura, na Zona Sul; Areias, na Zona Oeste; e Jordão, em Jaboatão dos Guararapes. A Operação Ponto de Acesso integra a Operação Convergência Nacional, coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC). A ação representa um esforço coordenado entre forças estaduais e federais para enfrentar organizações criminosas que atuam em múltiplos estados, utilizando práticas de extorsão e sabotagem para dominar setores estratégicos da economia local.
Impacto no mercado de telecomunicações e na segurança pública
Segundo o MPPE, foram solicitadas à Justiça medidas cautelares para desarticular completamente o grupo, identificar sua estrutura de atuação e garantir a segurança da população e dos trabalhadores do setor, além de restabelecer a livre concorrência no mercado de telecomunicações. A quadrilha, que agia com métodos violentos e sistemáticos, não apenas prejudicava a concorrência, mas também impunha medo entre moradores e empresários, comprometendo o acesso a serviços essenciais de internet em comunidades vulneráveis. A ação do MPPE visa restaurar a ordem e a legalidade em um setor que, nos últimos anos, tem sido alvo de disputas criminosas em várias regiões do país.
Participaram da ação 18 integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPPE, entre membros e servidores, além de 50 policiais militares. A operação contou com viaturas da Polícia Militar e equipes especializadas, demonstrando a magnitude do esforço para conter a atuação do grupo. O caso reforça a preocupação com a infiltração do crime organizado em setores de infraestrutura crítica, como telecomunicações, e a necessidade de ações integradas para proteger a população e o mercado.
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