Operação Sunshine 2: Duas mulheres são presas em Maceió por desvio de R$ 600 mil de ONG que recebia recursos públicos

Duas mulheres, de 53 e 58 anos, foram presas nesta terça-feira (3) em Maceió, suspeitas de desviar cerca de R$ 600 mil de uma organização não governamental (ONG) que recebia recursos públicos para a prestação de serviços assistenciais. As prisões ocorreram durante a Operação Sunshine 2, deflagrada pela Polícia Civil de Alagoas, com mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão cumpridos nos bairros do Poço e Antares. As investigadas passarão por audiência de custódia e permanecerão à disposição da Justiça.

Segundo as investigações conduzidas pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), as suspeitas exerciam funções de gestão na entidade e teriam transferido valores da conta da ONG para contas pessoais. A polícia apurou que o dinheiro foi inicialmente depositado na conta de uma das investigadas e, em seguida, distribuído para outras contas bancárias, numa tentativa de dificultar o rastreamento dos recursos.

As investigações apontam ainda que as suspeitas utilizavam uma rede formada por familiares e pessoas próximas para ocultar a origem dos valores e dificultar o rastreamento dos recursos supostamente desviados. Além dos crimes de lavagem de dinheiro e peculato, as mulheres também são investigadas por fraude processual. Conforme a polícia, elas teriam apresentado celulares pertencentes aos netos como se fossem seus aparelhos pessoais, numa tentativa de induzir os investigadores ao erro e comprometer a apuração dos fatos.

De acordo com a Dracco, as duas mulheres já haviam sido alvo de mandados de busca e apreensão em novembro de 2025. Após a análise de novas provas, a Justiça decretou a prisão preventiva delas. A operação foi realizada pela Divisão Especial de Combate à Corrupção (Deccor), vinculada à Dracco, e os mandados foram expedidos pela 10ª Vara Criminal da Capital.

O caso expõe fragilidades no controle de recursos públicos destinados a organizações sociais em Alagoas, especialmente em um contexto de crescente demanda por serviços assistenciais. A operação Sunshine 2 é mais um capítulo de um esforço estadual de combate à corrupção que tem mirado entidades que recebem verbas públicas, em meio a críticas sobre a transparência na aplicação desses recursos. A prisão das suspeitas reforça a necessidade de mecanismos mais rigorosos de fiscalização e de responsabilização de gestores de ONGs que atuam com dinheiro público.

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