Operação VAR mira manipulação de resultados no Campeonato Carioca e prende ex-jogador

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta segunda-feira (7), a terceira fase da Operação VAR, com o objetivo de desarticular um esquema de manipulação de resultados no Campeonato Carioca. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão no bairro de Bangu, na zona oeste da capital fluminense, e resultou na condução de um ex-jogador da Portuguesa-RJ para prestar esclarecimentos. Outro investigado, que não teve o nome divulgado, não foi localizado e é considerado foragido.

A investigação, conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), aponta que o esquema envolvia a manipulação de lances específicos, como cartões amarelos, pênaltis e substituições, em partidas do estadual. Os suspeitos, segundo a polícia, atuavam em conluio com apostadores e intermediários, utilizando aplicativos de mensagens para combinar os resultados. A operação desta segunda-feira é um desdobramento de investigações anteriores, que já haviam identificado indícios de fraudes em jogos de 2023 e 2024.

Panorama político e esportivo

O caso ganha relevância em um contexto de crescente preocupação com a integridade do futebol brasileiro. Nos últimos anos, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e as federações estaduais têm intensificado o combate à manipulação de resultados, em parceria com o Ministério Público e as polícias. A Operação VAR é uma das maiores iniciativas nesse sentido, com foco em partidas de campeonatos estaduais, que são mais vulneráveis a esquemas de baixo orçamento. A ação também ocorre em meio a debates sobre a regulamentação das apostas esportivas no Brasil, que tramita no Congresso Nacional e pode ampliar o controle sobre o setor.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam e que novas fases da operação não estão descartadas. O ex-jogador da Portuguesa-RJ, que não teve a identidade revelada, foi ouvido e liberado em seguida, mas segue como investigado. A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) afirmou, em nota, que colabora com as autoridades e que repudia qualquer prática de manipulação de resultados. O caso reforça a necessidade de vigilância constante sobre o esporte, que movimenta bilhões de reais e envolve milhões de torcedores.

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