A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta segunda-feira (10), a terceira fase da Operação Véu de Ísis, que investiga o homicídio de Lavínia Gabrielly Guimarães Coutinho, de 20 anos, morta a tiros dentro de uma casa noturna em Poxoréu (MT). Foram cumpridos cinco mandados judiciais nas cidades de Poxoréu, Rondonópolis e Cuiabá, incluindo três buscas e apreensões e duas prisões preventivas. Um dos presos já havia sido detido temporariamente na etapa anterior da apuração, a Operação Elo Oculto.
De acordo com a Polícia Civil, a nova fase foi desencadeada após a análise de celulares, documentos e outros materiais recolhidos nas etapas anteriores. Essas informações permitiram avançar na identificação de possíveis envolvidos e na compreensão da motivação do crime. Uma das linhas investigadas aponta que a jovem teria sido alvo de criminosos por uma suposta ligação com forças de segurança, com a suspeita de que ela repassasse informações sobre o tráfico de drogas na região. O caso segue sob sigilo.
Crime e investigação
Lavínia foi assassinada em 10 de maio deste ano. Segundo a investigação, um homem entrou no estabelecimento onde ela estava, efetuou dois disparos contra a cabeça da jovem e fugiu em seguida. A vítima tinha 20 anos e a morte foi confirmada ainda no local.
Na etapa anterior, realizada em julho, o vereador de Poxoréu, Túlio César (Republicanos), foi alvo de mandado de prisão temporária. A Operação Elo Oculto cumpriu oito ordens judiciais relacionadas ao caso, investigando a possível participação do parlamentar no crime. Na ocasião, também foi apurada a hipótese de que a jovem tenha sido executada após ser confundida com uma informante da Polícia Militar, já que ela acompanhava a mãe, que trabalhava na base da PM em Poxoréu.
As autoridades reforçam que as investigações continuam para esclarecer completamente o homicídio e definir a participação de cada suspeito. A operação integra um esforço mais amplo de combate à violência e ao crime organizado na região, que tem registrado aumento de casos de execuções ligadas a disputas territoriais e ao tráfico de drogas. A atuação conjunta entre as forças de segurança e o Ministério Público tem sido essencial para avançar em casos complexos como este, que envolvem múltiplas fases investigativas e a necessidade de proteger testemunhas e familiares.
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