O pré-candidato do PT ao governo de Minas Gerais, Patrus Ananias, foi direto ao ser questionado sobre o futuro das estatais mineiras: descartou a federalização da Cemig e da Codemig, mas sinalizou que a Copasa pode continuar sob controle privado, desde que respeite condições específicas. A declaração ocorreu durante sabatina promovida pelo portal Tribuna do Sertão, que abordou também o endividamento do estado.
Na avaliação de Patrus, a venda ou transferência de ativos estratégicos não pode ser tratada como tabu, mas exige critérios claros de interesse público. Ele defendeu que a gestão hídrica e o saneamento básico tenham prioridade sobre a lógica meramente financeira, o que justificaria a manutenção da Copasa sob controle privado apenas se houver garantias de investimento e universalização do serviço.
A fala contrasta com a posição histórica do PT, tradicionalmente contrário a privatizações, e sinaliza uma tentativa de aproximação com o centro político. Nos bastidores, a leitura é de que Patrus busca ampliar o diálogo com setores empresariais sem perder o discurso social, em um cenário eleitoral ainda indefinido.
O próximo passo esperado é a apresentação de um plano detalhado de renegociação da dívida de Minas com a União, tema que deve dominar os debates nas próximas semanas. A sabatina, no entanto, deixou claro que o candidato petista quer pautar a campanha com propostas de gestão, e não apenas com críticas ao governo atual.
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