O governador Paulo Dantas sancionou, nesta semana, a lei que autoriza uma suplementação de até 15% do Orçamento estadual de Alagoas. A medida, publicada no Diário Oficial, amplia a margem de remanejamento de recursos pelo Executivo sem necessidade de nova aprovação da Assembleia Legislativa.
Na prática, o governo ganha mais flexibilidade para realocar verbas entre secretarias e órgãos, o que costuma ser visto como uma ferramenta de gestão — mas também levanta questionamentos da oposição sobre transparência em ano pré-eleitoral. A decisão chega em um momento de articulação intensa para 2026, quando Paulo Dantas deve disputar a reeleição.
Enquanto isso, o cenário político alagoano segue em ebulição: o pré-candidato ao governo João Henrique Caldas (JHC) tem intensificado críticas à gestão estadual, apontando falta de planejamento e uso político da máquina pública. A suplementação, para aliados do governador, é apenas uma medida administrativa comum; para adversários, um sinal de que o Palácio República dos Palmares já se prepara para a campanha.
O próximo passo esperado é a definição dos blocos de apoio e a formalização das chapas, com os partidos se movimentando nos bastidores. A suplementação, por ora, fica como mais um capítulo na queda de braço entre o governo e a oposição, que promete fiscalizar cada real remanejado.
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