O Banco do Nordeste (BNB) liberou R$ 400 milhões para a pecuária alagoana no segundo semestre, via Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Até junho, a instituição já havia contratado R$ 314,6 milhões com essa fonte no estado, reforçando a cadeia produtiva local.
Os segmentos que mais cresceram em relação ao ano passado foram apicultura, ovinocultura e suinocultura, com destaque para o salto de 314% na criação de ovinos e 200% na de suínos. A apicultura avançou 150%, puxada pela demanda por mel e derivados.
Os recursos chegam em momento estratégico para o agronegócio alagoano, que busca ampliar a produção e a renda no campo. O FNE é a principal ferramenta de financiamento rural no Nordeste, com juros abaixo do mercado e prazos alongados.
Para o segundo semestre, a expectativa é de que os investimentos acelerem a modernização das fazendas e a genética dos rebanhos. O BNB projeta que a demanda por crédito continue aquecida, especialmente entre pequenos e médios produtores, que respondem pela maior fatia das operações.
O próximo passo é a liberação dos recursos já contratados e a abertura de novas linhas para o ciclo de 2026, quando a pecuária deve manter o protagonismo na pauta econômica do estado. A diversificação, com apicultura e ovinocultura, sinaliza uma mudança de perfil no setor, menos dependente da bovinocultura tradicional.
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