Uma pesquisa realizada nas redes sociais, divulgada pelo portal Frances News, aponta que 41% dos brasileiros acreditam que a Seleção Brasileira nunca mais será campeã do mundo. O levantamento, feito após a eliminação do Brasil para a Noruega na Copa do Mundo de 2026, revela um aumento significativo do pessimismo entre os torcedores, que veem o futuro da equipe com desconfiança. O atacante Endrick, de 19 anos, surge como a principal esperança para a Copa de 2030, mas a descrença generalizada domina o debate público.
O estudo, que analisou milhares de postagens e comentários em plataformas como Twitter, Facebook e Instagram, mostra que 41% dos entrevistados afirmaram que o Brasil não conquistará mais um título mundial. Esse índice é o maior registrado em pesquisas similares nos últimos anos, superando o pessimismo observado após a eliminação para a Croácia em 2022. A derrota para a Noruega, considerada uma zebra histórica, intensificou o sentimento de que a hegemonia do futebol brasileiro chegou ao fim.
O impacto da eliminação e a reação nas redes
A eliminação precoce na Copa de 2026 gerou uma onda de críticas à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e ao técnico Dorival Júnior. Nas redes sociais, hashtags como #SeleçãoNuncaMais e #ForaDorival ficaram entre os trending topics por dias. A pesquisa aponta que 62% dos torcedores consideram a gestão da CBF como o principal motivo para o declínio da equipe, enquanto 28% apontam a falta de renovação do elenco. Apenas 10% atribuem o fracasso a fatores externos, como arbitragem ou sorte.
O levantamento também destaca que o pessimismo não se restringe apenas ao futebol masculino. A Seleção Feminina, que também foi eliminada nas quartas de final para a Alemanha, enfrenta um cenário semelhante de descrença, com 35% dos entrevistados afirmando que o Brasil não conquistará o título mundial feminino nos próximos anos. Esse dado reflete uma crise de confiança que atravessa todas as categorias do futebol brasileiro.
Endrick: a esperança em meio ao caos
Apesar do pessimismo, a pesquisa revela que 73% dos torcedores veem em Endrick a principal chance de o Brasil voltar a vencer uma Copa do Mundo. O jovem atacante, que atualmente joga no Real Madrid, é considerado a maior promessa do futebol brasileiro desde Neymar. No entanto, a pressão sobre ele é imensa: 58% dos entrevistados acreditam que o sucesso da Seleção em 2030 dependerá exclusivamente do desempenho de Endrick, o que levanta preocupações sobre o peso depositado em um jogador tão jovem.
O cenário de descrença também é alimentado por comparações com outras seleções. A Argentina, atual campeã mundial, e a França, vice-campeã em 2022, são vistas como exemplos de planejamento e sucesso. A pesquisa aponta que 67% dos brasileiros consideram que o país perdeu a capacidade de formar talentos como no passado, citando a falta de investimento em categorias de base e a má gestão dos clubes como fatores determinantes.
Panorama político e social do futebol brasileiro
O pessimismo com a Seleção reflete um momento mais amplo de desconfiança nas instituições brasileiras. Assim como em outras áreas, como a política e a economia, o futebol enfrenta uma crise de credibilidade. A pesquisa Datafolha recente, que revelou que 40% dos brasileiros associam pobreza à preguiça, mostra como o país está dividido em suas percepções sobre mérito e fracasso. No futebol, essa divisão se manifesta na forma como os torcedores culpam a CBF, os jogadores ou a sorte pelo declínio.
O caso das sanções dos EUA a brasileiros, que acendeu alerta no governo sobre riscos de contágio a bancos e terceiros, também ecoa no esporte. A Noruega, país que eliminou o Brasil, é um exemplo de como nações pequenas podem superar gigantes com planejamento e investimento. Enquanto isso, o Brasil enfrenta uma crise de identidade, com 59% dos brasileiros apoiando a classificação de PCC e CV como terroristas, mas 74% rejeitando interferência dos EUA — um reflexo da desconfiança em relação a influências externas.
Para 2030, a esperança reside em Endrick, mas o caminho é longo. A pesquisa sugere que, sem uma reforma estrutural no futebol brasileiro, o pessimismo pode se consolidar como a nova realidade. A pergunta que fica é: será que o Brasil conseguirá reverter esse quadro antes que a próxima Copa do Mundo chegue?
Fonte: ver noticia original

