A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (9) a 10ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master. O alvo da vez é o empresário Thiago Miranda, apontado como braço direito do banqueiro Daniel Vorcaro para intimidar jornalistas e servidores do Banco Central nas redes sociais. As buscas ocorrem em Brasília e em outros estados.
Segundo a PF, Miranda atuava para silenciar críticas e pressionar profissionais que cobriam o escândalo do Master. A suspeita é que ele coordenava ataques virtuais e ameaças, agindo sob ordens diretas de Vorcaro. A PF aponta que o empresário coagiu jornalistas a mando de Vorcaro, em uma estratégia para desestabilizar investigações e proteger o banqueiro.
Curiosamente, meses antes da operação, Thiago Miranda recebeu o título de cidadão benemérito de Brasília, uma honraria que agora contrasta com a condição de investigado. O título foi concedido em cerimônia oficial no Distrito Federal, levantando questionamentos sobre os critérios da homenagem.
A defesa de Miranda nega as acusações e afirma que não há ilegalidades em suas ações. Em nota, os advogados classificam a operação como exagerada e prometem demonstrar a inocência do cliente. Já a PF segue com as investigações, que já acumulam dez fases e prometem novos desdobramentos.
O próximo passo deve ser a análise do material apreendido nas buscas, incluindo celulares e computadores. A expectativa é que a PF aprofunde as ligações entre Miranda, Vorcaro e outros envolvidos no esquema, enquanto o caso Master continua a render capítulos na política e na economia alagoana.
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