A Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciou nesta quarta-feira (12) um pacote de medidas para combater deepfakes e a influência do crime organizado nas eleições de 2026. A promessa acendeu o alerta em Alagoas, onde políticos já articulam estratégias para evitar que a tecnologia seja usada como arma de difamação.
O procurador-geral, Paulo Gonet, destacou que a PGR vai atuar em parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para identificar e punir a criação de conteúdos falsos com inteligência artificial. A medida, segundo ele, é essencial para garantir a lisura do processo eleitoral. Em Alagoas, a notícia foi recebida com cautela por lideranças locais, que temem que a fiscalização possa ser usada para perseguir adversários.
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) ironizou a promessa: “Se depender da PGR, vão multar até meme de eleitor”. Já o ministro dos Transportes, Renan Filho, defendeu a ação, mas cobrou transparência. “A tecnologia não pode virar censura”, afirmou. A expectativa é que o TSE detalhe as regras nos próximos meses.
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