O cenário político de Alagoas para as eleições de 2026 ganhou um novo contorno com a apresentação oficial do plano de governo de Renan Filho, candidato ao governo do estado pelo MDB. O documento, intitulado “Para Alagoas avançar com oportunidades e prosperidade para todos”, reúne 53 propostas organizadas em cinco eixos temáticos, que vão desde o cuidado com as pessoas até a modernização do Estado. A chapa, que tem Yale Barbosa como candidato a vice-governador, já foi registrada na Justiça Eleitoral, oficializando a disputa.
O plano de governo, que possui três páginas, está estruturado em cinco “missões”: cuidado com as pessoas, economia e geração de emprego, transformação ecológica, infraestrutura regionalizada e Estado digital e eficiente. Entre as medidas de maior impacto, destacam-se a criação de delegacias 24 horas para mulheres, idosos e pessoas com deficiência, o uso de inteligência artificial na educação, a ampliação da rede hospitalar e o investimento em rodovias duplicadas.
Saúde e Segurança como prioridades
Na área da saúde, a proposta de Renan Filho é ampliar a rede hospitalar estadual, com foco em serviços especializados para saúde da mulher, tratamento oncológico, ortopedia, traumas, hemodiálise e urgências. O plano também prevê a criação de uma frota de ambulâncias dedicada à Central de Regulação de Leitos, com o objetivo de agilizar a transferência de pacientes das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) para os hospitais. Outra frente importante é a integração entre órgãos de segurança pública, Samu, Detran, Defesa Civil e guardas municipais para otimizar o atendimento de ocorrências.
Na segurança pública, o candidato pretende implantar Delegacias 24h da Mulher, do Idoso e da Pessoa com Deficiência nas regionais de segurança pública, que funcionariam como centrais de flagrantes. O documento também prevê um programa de valorização profissional para as forças de segurança e a ampliação da cobertura aérea de combate ao crime, uma medida que promete reforçar a atuação em áreas de difícil acesso.
Economia, Infraestrutura e Inovação
No campo econômico, o plano propõe transformar o bairro do Jaraguá, em Maceió, em um polo de inovação com incentivos fiscais, além de ampliar a produção agrícola e criar programas de restauração florestal e combate à desertificação. A articulação com o governo federal para a construção de 5 mil unidades do Minha Casa, Minha Vida também está entre as metas, visando reduzir o déficit habitacional e aquecer a construção civil.
O programa ainda aborda a criação de um sistema integrado para acompanhar o percurso de mulheres em situação de violência, além do apoio aos municípios para fortalecer os organismos responsáveis pelas políticas públicas para mulheres. A proposta de modernização do Estado inclui a digitalização de serviços e a eficiência administrativa, com o uso de tecnologia para aproximar o governo do cidadão.
Panorama da disputa em Alagoas
A oficialização da chapa de Renan Filho ocorre em um momento de intensa movimentação política no estado. Enquanto o candidato do MDB lidera com 89 apoios de prefeituras, outros nomes como JHC e Alfredo Gaspar também buscam espaço na disputa, com reviravoltas nas chapas e articulações de bastidores. A eleição de 2026 promete ser uma das mais acirradas da história recente de Alagoas, com debates sobre gestão técnica, conhecimento regional e propostas concretas para o desenvolvimento.
O plano de governo de Renan Filho chega em um contexto de avaliação positiva de sua gestão anterior, mas também de desafios como a necessidade de retomada econômica e a superação de crises em setores como saúde e segurança. A proposta de usar inteligência artificial na educação e a criação de um bairro de inovação em Maceió indicam uma aposta em modernização, enquanto as medidas de infraestrutura e habitação buscam atender demandas sociais urgentes.
Com o registro da chapa e a divulgação do plano, a campanha de Renan Filho entra em uma nova fase, focada na apresentação de propostas e na construção de alianças. O desafio agora é transformar as 53 promessas em políticas públicas efetivas, em um cenário de disputa que envolve desde a pressão de lideranças nacionais até a necessidade de diálogo com os municípios.
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