Polícia Civil de Alagoas deflagra 5ª fase da Operação Cerco Fechado em múltiplas regiões do estado

A Polícia Civil de Alagoas deflagrou nesta quarta-feira a 5ª fase da Operação Cerco Fechado, uma ação coordenada que cumpre 51 mandados judiciais em múltiplas regiões do estado, visando desarticular facções criminosas envolvidas em tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro. A operação, que mobilizou centenas de agentes, representa um dos maiores esforços recentes contra o crime organizado no estado, com impacto direto na segurança pública e na economia local, ao mirar esquemas que movimentam milhões de reais ilegalmente.

Os mandados, expedidos pela Vara de Execuções Penais e pela 2ª Vara Criminal de Maceió, incluem prisões preventivas, buscas e apreensões em bairros da capital, como Tabuleiro do Martins e Benedito Bentes, além de cidades do interior, como Arapiraca, Palmeira dos Índios e União dos Palmares. Segundo o delegado-geral Gustavo Xavier, a operação é resultado de investigações de seis meses, que identificaram a atuação de duas facções rivais, Família do Norte e Comando Vermelho, em disputa por rotas de tráfico e controle de pontos de venda de drogas.

Impacto na segurança e na economia

A 5ª fase da Operação Cerco Fechado tem como alvo principal a lavagem de dinheiro gerado pelo tráfico, com a apreensão de veículos de luxo, imóveis e contas bancárias que totalizam cerca de R$ 12 milhões em bens bloqueados pela Justiça. O secretário de Segurança Pública, Flávio Saraiva, destacou que a ação reduzirá a capacidade financeira das facções, enfraquecendo sua logística e recrutamento. Em paralelo, a operação já resultou na prisão de 23 suspeitos, incluindo lideranças locais, e na apreensão de 15 armas de fogo e 200 quilos de drogas, como cocaína e maconha.

O panorama político em Alagoas reflete a pressão por resultados no combate ao crime, após o aumento de 18% nos homicídios no primeiro semestre de 2024, segundo dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública. A operação ocorre em meio a críticas da oposição ao governo do estado, que cobra maior integração entre as forças policiais e o sistema judiciário. O governador Paulo Dantas (MDB) defendeu a ação como parte de um plano estadual de segurança, que já investiu R$ 50 milhões em tecnologia e inteligência policial neste ano.

As investigações continuam, com a Polícia Civil analisando materiais apreendidos, como celulares e documentos, para identificar outros envolvidos. A operação também conta com apoio da Polícia Militar e da Força Nacional, em uma demonstração de esforço conjunto para conter a escalada da violência. A população de áreas afetadas, como o Benedito Bentes, relatou alívio com a presença policial, mas especialistas alertam que a desarticulação de facções exige políticas sociais e de prevenção a longo prazo.

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